Elogiar vantagens do que foi aplicado sem testes
prévios e falhou passou a o ser normal. Em vez de criar condições para que a
reciclagem seja fácil e compensadora o sistema “Volta” tornou-se num castigo.
As justificações da ministra do ambiente, Graça
Carvalho, evidenciam-se pela falta de argumentos. Bruxelas é a sua boia de
salvação e, como tal, diz que é uma imposição de Bruxelas, que o sistema “Volta”
é uma obrigação da União Europeia e por isso não se pode suspender.
É uma obrigação da legislação europeia? Tretas! A
União Europeia impõe, isso sim, são metas ambiciosas para a recolha (90%
até 2029) e reciclagem (55% até 2030) de embalagens de plástico e latas. O incumprimento
das metas é que dá lugar a abertura do procedimento respetivo e eventual
aplicação de pesadas coimas.
Graça Carvalho tenta contar-nos histórias
esquecendo-se que o Governo francês recuou na criação de um sistema de tributação
e reembolso de embalagens de plástico e latas semelhantes ao “Volta” e colocou
nas mãos de cada município o desenvolvimento de mecanismos próprios de
reciclagem.
O que importa é incentivar uma prática generalizada de
reciclagem e não um negócio, nem uma justificação para mais um imposto.

Sem comentários:
Enviar um comentário