Dois sujeitos encontram-se numa esquina e diz um deles para o outro:
- Olha lá pá, não me posso esquecer da última vez em que tu, naquela taberna da tua rua, falaste mal de mim e ofendeste o meu clube. O que tens a dizer agora pá?
- Pois é pá, não sei se te recordas, tu também, tiveste culpa quando me disseste que o campeonato, para o meu clube, estava perdido e que o melhor era mudarem de treinador. Recordas-te? Foi uma ofensa tremenda… O que tens tu também a dizer?
Cavaco Silva, o Presidente de alguns portugueses, colocou na sua página pessoal no Facebook a seguinte mensagem:
"O que mais me vem à memória, no dia de hoje, são as afirmações perentórias de agentes políticos, comentadores e analistas, nacionais e estrangeiros ainda há menos de seis meses, de que Portugal não conseguiria evitar um segundo resgate. O que dizem agora?"
Será isto forma de se exprimir o mais alto dignatário da nação, mesmo que a título pessoal? Um Presidente da República deve ter toda a cautela quanto à forma como faz os seus comentários. Tem que ser superior a sentimentos pessoais que tenha. Há que ter compostura e dignidade. O texto dele faz lembrar aquelas expressões que se utilizam em conversas de esquina, de café e de táxi sem ofensa para os taxistas.
Revela apenas um personagem ressentido, quiçá vingativo, que fica incomodado com os que discordam dele, mesmo quando manifestam apenas a suas opiniões. Quem assim procede revela apenas pequenez de espírito.
Imagem de: https://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/
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