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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Porque é que o Arsenal ainda vai poder contar com Gyökeres?


Este blogue não é destinado a assuntos de futebol e, por isso, nunca aqui publiquei algo sobre este tema, para milhões muito importante. Mas, tendo o blogue o título A Propósito de Tudo faz todo o sentido. Li este artigo e achei interessante para ser publicado e divulgado para chegar aos amantes deste desporto. O desporto, sobretudo o futebol, também é político, quer internamente nos clubes, quer no espaço exterior. Não é por acaso que políticos da nossa praça também discutem futebol e, até alguns, à custa da comunicação televisiva, iniciaram-se no comentário desportivo e enveredaram depois pela política partidária.


Aqui deixo então o artigo, talvez um começo, para que, neste espaço, possa continuar a publicar outros artigos tendo como tema o mundo do futebol.


 


Porque é que o Arsenal ainda vai poder contar com Gyökeres?










Após duas épocas de leão ao peito, durante as quais deixou um legado inesquecível, Viktor Gyökeres deixou o Sporting para reforçar o Arsenal por 65 milhões de euros.













Viktor Gyökeres apresentado pelo Arsenal



Todavia, após seis jogos pelos ‘Gunners’, ainda não vimos o Gyökeres que conhecemos em Alvalade. Nos embates contra Manchester UnitedLiverpool e Manchester City, foi praticamente nulo. Para além disso, o número 14 do Arsenal ainda não somou qualquer remate contra estes adversários, algo que fazia com grande facilidade em todos os jogos pelo Sporting, numa altura em que o sueco começa a ser criticado por não se destacar nestes confrontos mais exigentes.


Gyökeres chegou ao Sporting em 2023, proveniente do Coventry City por 23 milhões de euros. Um avançado praticamente desconhecido no panorama internacional, rejeitado por Brighton e Swansea, destacou-se na temporada 2022/23 no Championship, chamando a atenção do Sporting. Na sua primeira época em Alvalade, somou 35 golos e 13 assistências, sendo considerado o MVP do campeonato.


Na temporada seguinte, manteve o nível impressionante: marcou 39 golos no campeonato, mais 20 do que Pavlidis, que fez 19, e totalizou 52 golos e 12 assistências em todas as competições, destacando-se também na Champions League e conquistando o prémio de MVP do campeonato pela segunda época consecutiva. Ter Gyökeres em Portugal parecia quase batota: para além da capacidade goleadora, o sueco cai nas alas, arrasta defesas adversárias para abrir espaço para os colegas, explora muito bem a profundidade e utiliza eficazmente o seu físico.








Viktor Gyökeres ao serviço do Sporting CP



Impossível ficar indiferente a estas performances. Vários tubarões europeus estiveram interessados no avançado nórdico, e faria sentido juntar-se ao Manchester United, onde jogaria num sistema que já conhece e com o treinador que o potenciou: Rúben Amorim. Mas o ponta-de-lança acabou por juntar-se ao clube que sempre quis, o Arsenal. Contudo, já está a ser alvo de algumas críticas, pois não se destacou nos chamados jogos grandes, como acontecia em Portugal frente ao Porto e ao Benfica. Mas será que o problema está no jogador?


Há vários fatores a ter em conta quanto à sua adaptação ao Arsenal. O futebol que a equipa pratica não é de todo vertical, nem está construída para procurar constantemente o ponta-de-lança. Arteta, devido à forte influência de Guardiola, quer que a equipa mantenha posse de bola, com passes curtos e progressão paciente, especialmente contra equipas que defendem em bloco baixo. No Sporting, devido à pressão intensa que a equipa exercia sobre os adversários, surgiam muitas situações de transição em que Gyökeres brilhava, aproveitando bolas longas e explorando a sua velocidade para atacar as costas da defesa adversária.


No Arsenal, o sueco é desafiado a ser mais participativo na construção e segurando a bola para combinar com jogadores como Ødegaard e Saka. Nestes últimos jogos, parece que vemos um Viktor menos dinâmico, ao contrário do que víamos no Sporting. Porém, Arteta elogia o seu potencial:



Tudo o que ele faz é por instinto. É por isso que ele marcou tantos golos nas últimas temporadas. São os golos, é a ameaça que ele provoca.”









Viktor Gyökeres e Mikel Arteta



Além disso, Gyökeres ainda se está a adaptar à intensidade da Premier League. Em Inglaterra, tudo acontece num ritmo mais acelerado, não há tempo para pensar, e os duelos físicos são mais agressivos. Ainda assim, o sueco tem mostrado sinais de progresso nos treinos e na ligação com os colegas de ataque, pelo que é apenas uma questão de tempo até começar a refletir isso nos jogos.


No entanto, o avançado já marcou contra o Nottingham e Leeds, mostrando do que é capaz, especialmente nas suas arrancadas verticais, em que combina velocidade, leitura do espaço e a capacidade de finalização, como se viu no primeiro golo contra o Leeds. Estes adversários de meia-tabela deixam mais espaço, permitindo que o sueco explore essas situações e seja decisivo quando o jogo está empatado ou quando a equipa está a perder.


O investimento de 65 milhões num avançado de 27 anos, mostra que vai poder contar com o número 14 e tem a confiança de que vai ser crucial para conquistar títulos, chegar longe na Champions e vencer o título que foge há 21 anos: a Premier League.








Viktor Gyökeres a fazer o seu festejo icónico



Viktor Gyökeres foi considerado o melhor avançado do ano 2025 e ficou em 15.º na Bola de Ouro, estamos a falar de um jogador de classe mundial, que até há pouco tempo estava a jogar em Portugal.


A integração de Gyökeres no Arsenal exige um esforço conjunto: o sueco precisa de se adaptar ao estilo exigente de Mikel Arteta, enquanto o treinador tem a responsabilidade de ajustar a tática para tirar partido das qualidades únicas do avançado. Evidentemente não terá o mesmo impacto que teve no Sporting, campeonatos muito distintos, equipas mais fortes e defesas mais exigentes, mas certamente será uma mais-valia para o clube de Londres.





 

sábado, 15 de maio de 2021

Sporting a mais segurança a menos

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Mas que o evento sportinguista foi uma argolada do presidente Medina e do ministro Cabrita que poderá custar votos ao PS, lá isso foi!


Durante ano e meio contivemos a avidez de passeios, viagens, cultos religiosos, cultura, gastronomia por entre outros apetites humanos para que, em algumas horas o esforço se tenha desvanecido com a desbunda do festejo sportinguista (foi este o clube o mesmo seria com outro qualquer) com o risco de pagarmos mais tarde com a saúde pública causa potenciam da dita “manifestação” requerida pela claque sportinguista e autorizada pelas autoridades.


Manifestação? Mas que manifestação estava implícita no pedido!? Não! A palavra manifestação serviu apenas para “fintar” as autoridades com base numa interpretação falaciosa de um artigo da Constituição da República.


Segundo o Notícias ao Minuto, Bruno Pereira, do sindicato da PSP, “deu também conta que a festa junto ao estádio do Sporting foi feita depois de um pedido de autorização ao abrigo do direito à manifestação feito pela Juve Leo à Câmara de Lisboa. Segundo o vice-presidente do sindicato que representa os oficiais da PSP, o pedido de autorização inclui a indicação de que seriam montados uma infraestrutura com painéis audiovisuais e um disco jóquei.”. "Sobre isso a PSP também tomou uma posição quando auscultada pela câmara, dando nota de que esses elementos poderiam ser claramente potenciadores de uma concentração ainda maior do que aquela que já era previsível", afirmou, salientando que a PSP recomendou que não fosse instalado o écran gigante.” Isto é, a Câmara esteve a tramar-se para as recomendações da PSP. Vamos lá saber porquê? Tempo de campanha eleitoral autárquica para atrair votos de adeptos do sporting com potenciais custos para a saúde pública.


Nesta senda, e mais uma vez, surge um ministro, o da Administração Interna e a Câmara de Lisboa com o seu presidente Medina que diz haver um mail com o parecer da PSP que se terá perdido!!(?)


A culpa não estará no Sporting nem na claque Juve Leo mas nas autoridades, porque o que se passou era previsível. Só por desleixo ou incompetência é que as autoridades policiais e o Ministério da Administração Interna não soubessem o que estava em causa. Se não o sabiam então é por incompetência e se sabiam então foi por demissão das suas responsabilidades.


A Câmara de Lisboa tem a tutela sobre a Polícia Municipal e, em vez de promover os festejos de forma responsável e contida, promoveu o contrário com ecrãs fora do estádio e um cortejo de autocarros. É um desprezo completo por todos os portugueses e pelo que têm vindo a fazer, apesar de alguma violência exercida sobre as suas liberdades, embora que assumida. É uma demonstração de que há atividades e pessoas que estão acima da lei.


Sobre o que aconteceu tenho que concordar com Francisco Mendes da Silva do CDS-PP quando escreveu no Público que “o maior problema continua a ser a leveza excessiva com que o Governo brinca com a autoridade do Estado. Quando impõe medidas duras de confinamento e fecho da economia, que põem em causa a liberdade e o sustento das pessoas, o Estado deve ter a sua autoridade moral intacta. Caso contrário, é natural que as pessoas deixem de acreditar na necessidade das medidas de saúde pública. Depois do que aconteceu esta semana, o Governo não se pode admirar que os sectores mais afectados pela pandemia, da restauração aos eventos, estejam já a exigir o fim das restrições”. E, mais adiante acrescenta que “o Governo aprecia muito pouco ter de lidar com as contrariedades. Quando algo importante corre visivelmente mal, o instinto do Governo nunca é o de assumir a responsabilidade do Estado e de reafirmar a sua autoridade. É sempre o de sacudir a água do capote. Desta vez, a culpa foi descarregada sobre a PSP, que já tem um processo de averiguações com que se entreter, apesar de ter sido a única instituição a alertar para o perigo do que estava a ser preparado”.


A manifestação sportinguista é um ponto com que o dito ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, tem andado a brincar às escondidas, mas que Sousa Tavares destapa quando escreve num artigo de opinião que saiu no semanário Expresso desta semana:


“Há ministro? Não, há Cabrita. Eduardo Cabrita tornou-se uma anedota ambulante, um personagem que nem os autores do “Yes, Minister” teriam conseguido imaginar, tão grandiloquentemente vácuo ao ponto de meter dó. Tudo nele é a encarnação da inutilidade do poder, como aqueles objectos cujo volume se esgota quase todo no papel de embrulho. Adivinha-se que ensaia ao espelho poses e sentenças que toma por sentido de Estado e que julga que governar é despejar dinheiro sobre qualquer problema para se ver livre dele. É assim que está convencido de que apaga incêndios, mantém activo o SIRESP, faz esquecer o assassínio de Ihor Homeniuk ou elege presidentes. Em cada oportunidade, também não se dispensou de se chegar à frente nas fotografias e insinuar que estava na linha da frente da vigilância da nossa segurança colectiva durante a pandemia. Mas bastou uma noite — a noite do Sporting campeão — para que a tão anunciada operação montada pelas forças de segurança sob sua tutela e em planeamento concertado, diziam, com o Sporting e a DGS descambasse no espectáculo de absoluta anarquia que Lisboa viveu durante 12 horas. Andámos nós tantos meses, mais de um ano, a observar tantas regras de segurança, sem poder ir a espectáculos, ao futebol, a passear nos jardins, aqui e acolá, ainda proibidos de estarmos juntos mais de seis, de estar nos restaurantes até depois das 22h30, e dezenas de milhares de pessoas fazem o que querem da cidade, sem quaisquer medidas de segurança e sem que se veja sombra de plano algum para o precaver! E, perguntado sobre isto no Parlamento, o que diz o primeiro-ministro? Primeiro que tudo, “parabéns ao Sporting!” (dá votos e é politicamente correcto). Depois, que não vai “atirar pedras a ninguém”. E depois que o ministro Cabrita já fez um despacho para que lhe expliquem qual era o plano de segurança e por que razão ele não funcionou. Ou seja, afinal, o ministro não sabia de plano algum e fazendo um despacho a posteriori a perguntar qual era livra-se de responsabilidades! Faça a si mesmo um favor, sr. ministro: despache-se! Sousa Tavares que escreve de acordo com a antiga ortografia


Se Cabrita como se tem dito é amigo de António Costa, mais uma razão para se exigirem responsabilidades. Ser amigo e exercer funções como as que Cabrita ou outro qualquer elemento do Governo exerça é razão mais do que suficiente para o exercício da competência. Não é apenas o merecimento da confiança de um primeiro-ministro que lha confere.  


Por outro lado, não será a demissão do ministro Eduardo Cabrita que irá contribuir para a resolução dos inúmeros problemas com que o Governo terá de se confrontar até às próximas legislativas. Um ministro bode expiatório fará sempre falta e poderá ser um fator distrator para a oposição fazer figura, deixando de lado outros problemas mais importantes.


Mas que o evento sportinguista foi uma argolada do presidente Medina e do ministro Cabrita que poderá custar votos ao PS, lá isso foi!

sábado, 23 de março de 2019

Intocáveis comentadores ou políticos que dão toques na bola

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Não é raro verem-se políticos, deputados, dirigentes partidários até, a comentar futebol em defesa ou não do seu clube. Esta apetência por parte dos políticos pelo comentário futebolístico passou a ser também uma via indireta para fazer campanha partidária que possa patrocinar alguns votos e lhe dê visibilidade.


Em Portugal quem for adepto de um dos principais clubes de futebol e político que pertença a um partido poderá ter caminho aberto para obter votos no seu partido por identificação das massas associativas por simpatias clubistas o que, ao mesmo tempo, pode ser uma espécie de faca de dois gumes. Poderá atrair alguns e afastar outros.


O futebol passou a ser, para além de outras coisas, uma estrada para uma possível obtenção de dividendos partidários. Veja-se como exemplo o caso do CDS, partido em que deputados são também comentadores televisivos de futebol.  Alguém afirmou no próprio partido que esta prática por parte de alguns responsáveis era uma vergonha e que representava o grau zero da política, defendendo que deveriam antes discutir as suas ideias políticas que pode conferir aqui.


Por exemplo, Telmo Correia, presidente da mesa do Conselho Nacional e vice-presidente da bancada do CDS, participa regularmente em programas de debate futebolístico assim como Nuno Magalhães, líder da bancada do mesmo partido.


Estou com Rui Rio quando argumenta que há “uma queda natural de quem está na política de se tentar encavalitar nos êxitos futebolísticos” o que cria estados de espírito emocionais por vezes sem qualquer racionalidade. “Misturam-se com essa componente extraordinariamente emocional e nada racional, quando nós na política temos de fazer um esforço de racionalidade”.


Tem havido a uma tentação tendenciosa para ganhar popularidade política à custa do futebol. Segundo o jornal Público de dezembro de 2018 a ligação do deputado Hélder Amaral, à anterior direção de um clube de futebol (a de Bruno de Carvalho, do Sporting) gerou mal-estar interno, sobretudo, quando a polémica se acentuou no clube e aconteceu o ataque à academia de Alcochete.


Os que gostam de futebol até devem achar bem quando tudo vai bem para os clubes a que pertencem, o problema está quando se verifica o inverso.


Já faltou mais para que no Canal Parlamento venha a ser discutido futebol. Não passa pela cabeça de alguém com bom senso a quem desempenha um alto cargo de estado por nomeação ou por eleição vir a público ser chamado a comentar sobre futebol e aceitar.


promiscuidade entre clubes e partidos políticos e a política em geral.  Promovem-se jantares entre deputados com os presidentes dos clubes a que pertencem com os dirigentes do Porto, Benfica e Sporting existindo algumas diferenças na forma como são organizados. A corrupção no futebol parece servir apenas para os clubes se digladiarem uns contra os outros. A corrupção no futebol passa com beneplácito de todos os que adoram o futebol e, aqui e ali vêm ao de cima casos e casinhos que vão andando por aí como, para já não falar de casos mais graves do Sporting e antigamente do FCP, o caso do Benfica caso de corrupção no futebol em que Filipe Vieira passou de acusador a acusado que tendo feito da luta contra a corrupção uma arma de afirmação no futebol português, mas vê-se agora colocado numa posição em que tem de se defender de múltiplas acusações como pode confirmar aqui e não me venham dizer que a redação da RTP é toda contra o Benfica.


Nada disto movimenta rios de protestos, nem manifestações de indignação popular ou jornalísticas e esta se não for pelas audiências, porque o futebol, para os portugueses, parece ser uma espécie de algo intocável contra o qual ninguém se deve manifestar contra, nem, tão pouco, contra os políticos que neles se encavilham, mas levantam-se brados quando é nomeado um ministro ou um secretário de estado, ou um qualquer chefe de gabinete que tem, porque já tinha, um familiar com um determinado cargo a trabalhar na função pública.


Viva o futebol instituição intocável onde vale tudo e onde a corrupção se resume a desvios de dinheiros subornos e outros que tais que são denunciados porque até lá nada tocou aos denunciadores.

sábado, 22 de abril de 2017

O futebol já não é desporto está a tornar-se uma fábrica de violências

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A estratégia terrorista tem vindo a difundir-se também no desporto e, sobretudo, no futebol que, como desporto de massas, é propício a este àquelas atividades cujas causas são várias, tais como o clubismo exacerbado, com manifestações intimidatórias e desenfreadas para com os adversários e a criação de instabilidade social com finalidades políticas. É nas chamadas claques, que se infiltram elementos de organizações políticas mais ou menos clandestinas e destinadas a provocar desacatos.


Até nos próprios clubes o terrorismo passou a estar presente no retângulo do confronto desportivo para passar a residir também no confronto físico entre as próprias equipas no terreno. Estes confrontos de violência já atinge as equipas de arbitragem. Oo que se passou no encontro entre o Sport Rio Tinto e Canelas que durou apenas três minutos, depois de um jogador da equipa gaiense ter agredido um atleta da formação da casa e o árbitro que foi hospitalizado, é bem evidente.


Alguns dos comportamentos violentos podem ser espontâneos, outros tomam formas de violência mais organizada. O primeiro tipo, a violência espontânea pode ser causada por uma decisão "errada" do árbitro, por exemplo, ou mesmo por uma "palavra" errada de alguém. Estas são situações que não se podem prever e que podem levar a um caos total. É muito perigoso e requer uma reação rápida da polícia. O último tipo, a violência organizada, pode até ser mais perigoso e de maior dimensão, como temos visto quando há desafios importantes.


Ainda hoje o Presidente do Boavista denunciou o "clima de agressões verbais, pressão, intimidação e autêntica coação" criado "por representantes diretos e indiretos dos chamados três grandes".


Muitos exemplos poderíamos encontrar para ilustrar o problema das lutas entre “adeptos furiosos” e bem organizadas contra outros grupos onde por vezes inocentes são sacrificados. Outro aspeto a considerar é que nos estádios a segurança tornou-se mais eficaz e isso torna mais difícil um motim no próprio estádio. Estes amotinadores encontram agora outros locais onde ainda podem continuar com suas atividades ilegais o que torna obviamente mais difícil o seu controle pela polícia.


O futebol é campo propício para avidez de violência que se encontra latente nos adeptos que concentram dentro de si as frustrações que vão libertar no futebol que manifestam pelas mais diversas formas.


A política também encontrou o seu lugar no futebol para se insinuar aos que gostam de futebol. Não é por acaso que muitos políticos no ativo se transformaram em comentadores desportivos, (leia-se de futebol), isto porque pode ser um meio de dar dividendos políticos a prazo.


Os próprios clubes, pelo menos os que mais se evidenciam, criaram condições psicológicas favoráveis para, em vez da competição saudável entre clubes, passar a ser uma competição que gera ansiedade individual pela iminência de um acontecimento desagradável, a perda do jogo pelo seu clube, e, entre grupos de adeptos, que se torna em violência patológica entre adeptos diferentes.