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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Vergonha para as Universidades Portuguesas


 



Acho uma vergonha para as universidades portuguesas, que têm investigadores à altura (ou não têm?) a encomenda que foi feita, através do Conselho de Reitores, de um estudo sobre o sistema de ensino superior português. Será que o estudo foi uma oferta? Ou, quem ganhou com isto?



Governo deve apoiar a vinda de docentes e investigadores estrangeiros para as universidades portuguesas e incentivar a mobilidade de professores, nomeadamente do litoral para o interior. Estas são duas das recomendações feitas por um grupo de peritos da European University Association (EUA), a quem o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas encomendou um estudo sobre o sistema de ensino superior português. O relatório é apresentado hoje, no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa.  

Partindo da ideia de que a distribuição de universidades e politécnicos, públicos e privados, tem "agravado" os desequilíbrios do país, em vez de os corrigir, a EUA recomenda uma maior cooperação entre as instituições a nível regional.


Acabar com a duplicação de cursos, apostar nas formações que podem promover o desenvolvimento das regiões e promover a permuta de alunos entre um sistema e outro são algumas das ideias lançadas e que ajudariam a resolver o problema do despovoamento do interior.”


Veja a notícia completa em  Expresso

Vergonha para as Universidades Portuguesas


 



Acho uma vergonha para as universidades portuguesas, que têm investigadores à altura (ou não têm?) a encomenda que foi feita, através do Conselho de Reitores, de um estudo sobre o sistema de ensino superior português. Será que o estudo foi uma oferta? Ou, quem ganhou com isto?



Governo deve apoiar a vinda de docentes e investigadores estrangeiros para as universidades portuguesas e incentivar a mobilidade de professores, nomeadamente do litoral para o interior. Estas são duas das recomendações feitas por um grupo de peritos da European University Association (EUA), a quem o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas encomendou um estudo sobre o sistema de ensino superior português. O relatório é apresentado hoje, no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa.  

Partindo da ideia de que a distribuição de universidades e politécnicos, públicos e privados, tem "agravado" os desequilíbrios do país, em vez de os corrigir, a EUA recomenda uma maior cooperação entre as instituições a nível regional.


Acabar com a duplicação de cursos, apostar nas formações que podem promover o desenvolvimento das regiões e promover a permuta de alunos entre um sistema e outro são algumas das ideias lançadas e que ajudariam a resolver o problema do despovoamento do interior.”


Veja a notícia completa em  Expresso

Vergonha para as Universidades Portuguesas


 



Acho uma vergonha para as universidades portuguesas, que têm investigadores à altura (ou não têm?) a encomenda que foi feita, através do Conselho de Reitores, de um estudo sobre o sistema de ensino superior português. Será que o estudo foi uma oferta? Ou, quem ganhou com isto?



Governo deve apoiar a vinda de docentes e investigadores estrangeiros para as universidades portuguesas e incentivar a mobilidade de professores, nomeadamente do litoral para o interior. Estas são duas das recomendações feitas por um grupo de peritos da European University Association (EUA), a quem o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas encomendou um estudo sobre o sistema de ensino superior português. O relatório é apresentado hoje, no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa.  

Partindo da ideia de que a distribuição de universidades e politécnicos, públicos e privados, tem "agravado" os desequilíbrios do país, em vez de os corrigir, a EUA recomenda uma maior cooperação entre as instituições a nível regional.


Acabar com a duplicação de cursos, apostar nas formações que podem promover o desenvolvimento das regiões e promover a permuta de alunos entre um sistema e outro são algumas das ideias lançadas e que ajudariam a resolver o problema do despovoamento do interior.”


Veja a notícia completa em  Expresso

sábado, 16 de junho de 2012

Serviço Nacional de Saúde…. Sabia que….

 


Num relatório recente do Observatório Português dos Sistemas de Saúde apresentado no dia 14 de junho veio confirmar aquilo que grande parte da população utente do SNS vem confirmando mas não tem coragem para dizer, (aqui voltamos à questão do medo que já apresentei em “post” anterior), ou não diz, por a sua voz não ter eco.


Os indicadores apresentados confirmam o tal sentimento generalizado Eis alguns que são sintetizados por Marta Reis no Jornal i:


 




Acesso aos cuidados de saúde



Piorou



58%



Piorou muito



16%



Dificuldade em pagar as taxas e os transportes para o SNS



43%



Dificuldades frequentes em aviar a medicação devido ao custo



46%



Aumento dos casos de depressão



64%



 Manifestações de insatisfação dos utentes traduzidas em protestos e ameaças



 



 Não comprar todos os medicamentos receitados



 20%



Por ter medicamentos em casa



40%



Por dificuldades económicas



25%




 


Inquéritos efetuados


741 Médicos


878 Profissionais de Unidades de Saúde Familiar


Nas farmácias (41 e dados de 375 doentes)


 


Estes e muitos outros elementos demonstram que tem vindo a aumentar a degradação do SNS e, consequentemente, o aumento do sofrimento dos portugueses.


Num comentário naquele mesmo dia de apresentação do relatório o deputado Guilherme Silva, num frente a frente da SIC Notícias, deitando mais uma vez poeira para os olhos dos portugueses, baseia-se num pequeno parágrafo em que diz haver uma contradição, para desvalorizar todas as conclusões do relatório. Tomar a parte pelo todo, à falta de melhores argumento, tudo serve.


O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, tinha avisado que os liberais do PSD iriam desmantelar o SNS para que a privatização entrasse em força na saúde e nisso tinha toda a razão. Mas verdade é que foi no governo dele que se deu o seu início e que mais medidas idênticas iriam ser tomadas naquele sentido.


Como é mais do que sabido, todos os que tomam as decisões têm os seus amigos médicos e hospitais privados para eles e respetivas famílias, as medidas vão apenas atingir outros, portanto, para a frente é que é o caminho.


Ao fim de tantos anos fazem agora tudo à pressa, sem avaliarem os impactos das medidas tomadas e sem tentarem arranjar soluções alternativas que os minimizem. Mas isto é muito difícil para estes novos governantes (ou governantes novos), a menos que gastem milhões e mais milhões de euros em estudos, encomendados a quem lhes interessa e, sobre os quais, não se conhecem quaisquer conclusões. E cá estamos nós a pagar e a cair no buraco que escavam cada vez mais fundo.


 Para a maior parte desta geração de políticos que nos governa, salvaguardando algumas honrosas exceções, é tudo incontornável, o que sempre serve para justificar incompetências, falta de valores e sentido humanístico que não lhes foram dados nas escolas e universidades públicas e privadas pós 25 de abril onde, muitas vezes, se reivindicaram passagens administrativas.


 

Serviço Nacional de Saúde…. Sabia que….

 


Num relatório recente do Observatório Português dos Sistemas de Saúde apresentado no dia 14 de junho veio confirmar aquilo que grande parte da população utente do SNS vem confirmando mas não tem coragem para dizer, (aqui voltamos à questão do medo que já apresentei em “post” anterior), ou não diz, por a sua voz não ter eco.


Os indicadores apresentados confirmam o tal sentimento generalizado Eis alguns que são sintetizados por Marta Reis no Jornal i:


 




Acesso aos cuidados de saúde



Piorou



58%



Piorou muito



16%



Dificuldade em pagar as taxas e os transportes para o SNS



43%



Dificuldades frequentes em aviar a medicação devido ao custo



46%



Aumento dos casos de depressão



64%



 Manifestações de insatisfação dos utentes traduzidas em protestos e ameaças



 



 Não comprar todos os medicamentos receitados



 20%



Por ter medicamentos em casa



40%



Por dificuldades económicas



25%




 


Inquéritos efetuados


741 Médicos


878 Profissionais de Unidades de Saúde Familiar


Nas farmácias (41 e dados de 375 doentes)


 


Estes e muitos outros elementos demonstram que tem vindo a aumentar a degradação do SNS e, consequentemente, o aumento do sofrimento dos portugueses.


Num comentário naquele mesmo dia de apresentação do relatório o deputado Guilherme Silva, num frente a frente da SIC Notícias, deitando mais uma vez poeira para os olhos dos portugueses, baseia-se num pequeno parágrafo em que diz haver uma contradição, para desvalorizar todas as conclusões do relatório. Tomar a parte pelo todo, à falta de melhores argumento, tudo serve.


O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, tinha avisado que os liberais do PSD iriam desmantelar o SNS para que a privatização entrasse em força na saúde e nisso tinha toda a razão. Mas verdade é que foi no governo dele que se deu o seu início e que mais medidas idênticas iriam ser tomadas naquele sentido.


Como é mais do que sabido, todos os que tomam as decisões têm os seus amigos médicos e hospitais privados para eles e respetivas famílias, as medidas vão apenas atingir outros, portanto, para a frente é que é o caminho.


Ao fim de tantos anos fazem agora tudo à pressa, sem avaliarem os impactos das medidas tomadas e sem tentarem arranjar soluções alternativas que os minimizem. Mas isto é muito difícil para estes novos governantes (ou governantes novos), a menos que gastem milhões e mais milhões de euros em estudos, encomendados a quem lhes interessa e, sobre os quais, não se conhecem quaisquer conclusões. E cá estamos nós a pagar e a cair no buraco que escavam cada vez mais fundo.


 Para a maior parte desta geração de políticos que nos governa, salvaguardando algumas honrosas exceções, é tudo incontornável, o que sempre serve para justificar incompetências, falta de valores e sentido humanístico que não lhes foram dados nas escolas e universidades públicas e privadas pós 25 de abril onde, muitas vezes, se reivindicaram passagens administrativas.


 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Os jovens e as propinas




Vivi a minha juventude na geração dos anos 60 e 70, uma geração que contribuiu para mudar alguma coisa no mundo. Em Portugal vivia-se sob uma ditadura que não nos deixava respirar, mas, mesmo assim lutávamos e manifestámo-nos pelo direito à liberdade de expressão com o risco de sermos levados para as prisões da PIDE/DGS. Época de grande criatividade musical e onde proliferavam as bandas que hoje em dia são apreciadas pela atual
geração de jovens. Bandas que ainda hoje são inspiração para as novas bandas da música rock.


Vem isto tudo a propósitos das manifestações de jovens e estudantes contra o pagamento das propinas, direito a bolsas, instalações, mais verbas e mais direitos. Perfilho e apoio, em parte, as suas reivindicações enquanto sustentáculo de uma marcação de posição, que é justa face a uma crise que se instalou e que estará para se prolongar mais do que se espera. Oxalá que não!


Voltando à questão, estas reivindicações, sobretudo a das propinas, penso que são excessivas. A minha perplexidade face a isto leva-me a um pequeno exercício comparativo que poderá ajudar a explicitar melhor o meu ponto de vista. Se pensarmos quanto custa mensalmente uma propina no ensino superior público, verificamos que em média não ultrapassa os 1000€/ano, o que equivale a 100€ mensais, se o pagamento do ano letivo for correspondente a 10 meses. Valor que, para algumas famílias, custará a suportar se a isto acrescentarmos os custos das inscrições, matrículas e todo o material necessário como livros, transportes, fotocópias, refeições, mesmo na cantina escolar,entre outros.


Quanto gastam os jovens durante um ano para frequentarem concertos, por vezes caríssimos, e que mesmo assim se esgotams com frequência? Para assistir a estes concertos, no caso de serem fora do local de residência há que acrescentar transportes ou gasolina, e alimentação, entre outros, para não falar de estadia mesmo que em parques de campismo. Mas há outros custos indiretos acrescidos no caso de bandas estrangeiras que vêm atuar em Portugal, pagas a preços do ouro, (que atualmente não está barato). São imensas as divisas que saem do país, isto é, funcionam como as importações. Se tivermos ainda em conta a ida dos jovens para as discotecas e restaurantes aos fins de semana, o que pode ser confirmado dando uma volta pelos locais mais frequentados nas grandes cidades, sobretudo Lisboa e Porto quanto é que não gastarão anualmente? A esta despesa há que acrescentar, por inerência, outras como sejam transportes, bebidas e, eventualmente, uma ou outra “guloseima”. Quanto não custa? Certamente quase o valor de um mês ou mais de propinas. O aumento das propinas não tem comparação percentual com o aumento que o preço dos bilhetes dos concertos tem vindo a sofrer que, mesmo assim, na maior parte dos casos como já referi se esgotam.


É desta perspetiva que as pessoas comuns se colocam quando assistem a reivindicações e a manifestações contra o pagamento das propinas e outros... Os jovens necessitam do apoio de todos e é sabido que, para se ter apoio nas pretensões, terão também de fazer alguns sacrifícios, dando o exemplo ao abdicar de algumas coisas, só assim captarão a população para o seu lado.


Claro que os jovens precisam e têm que se divertir e conviver, é imprescindível. Contudo têm que compreender também que as famílias poderão estar a fazer sacrifícios e com problemas financeiros provocados por governos geridos por pessoas que apenas vêm os seus interesses e os daqueles que representam, não cuidando dos interesses gerais da população à qual aumentam impostos, retiram e cortam salários injustamente. É contra esses que nos devemos manifestar e podem fazê-lo de outras formas que não e apenas através de reivindicações sobre o pagamento de propinas porque essas já não convencem ninguém.       


 



 


 


 

Os jovens e as propinas




Vivi a minha juventude na geração dos anos 60 e 70, uma geração que contribuiu para mudar alguma coisa no mundo. Em Portugal vivia-se sob uma ditadura que não nos deixava respirar, mas, mesmo assim lutávamos e manifestámo-nos pelo direito à liberdade de expressão com o risco de sermos levados para as prisões da PIDE/DGS. Época de grande criatividade musical e onde proliferavam as bandas que hoje em dia são apreciadas pela atual
geração de jovens. Bandas que ainda hoje são inspiração para as novas bandas da música rock.


Vem isto tudo a propósitos das manifestações de jovens e estudantes contra o pagamento das propinas, direito a bolsas, instalações, mais verbas e mais direitos. Perfilho e apoio, em parte, as suas reivindicações enquanto sustentáculo de uma marcação de posição, que é justa face a uma crise que se instalou e que estará para se prolongar mais do que se espera. Oxalá que não!


Voltando à questão, estas reivindicações, sobretudo a das propinas, penso que são excessivas. A minha perplexidade face a isto leva-me a um pequeno exercício comparativo que poderá ajudar a explicitar melhor o meu ponto de vista. Se pensarmos quanto custa mensalmente uma propina no ensino superior público, verificamos que em média não ultrapassa os 1000€/ano, o que equivale a 100€ mensais, se o pagamento do ano letivo for correspondente a 10 meses. Valor que, para algumas famílias, custará a suportar se a isto acrescentarmos os custos das inscrições, matrículas e todo o material necessário como livros, transportes, fotocópias, refeições, mesmo na cantina escolar,entre outros.


Quanto gastam os jovens durante um ano para frequentarem concertos, por vezes caríssimos, e que mesmo assim se esgotams com frequência? Para assistir a estes concertos, no caso de serem fora do local de residência há que acrescentar transportes ou gasolina, e alimentação, entre outros, para não falar de estadia mesmo que em parques de campismo. Mas há outros custos indiretos acrescidos no caso de bandas estrangeiras que vêm atuar em Portugal, pagas a preços do ouro, (que atualmente não está barato). São imensas as divisas que saem do país, isto é, funcionam como as importações. Se tivermos ainda em conta a ida dos jovens para as discotecas e restaurantes aos fins de semana, o que pode ser confirmado dando uma volta pelos locais mais frequentados nas grandes cidades, sobretudo Lisboa e Porto quanto é que não gastarão anualmente? A esta despesa há que acrescentar, por inerência, outras como sejam transportes, bebidas e, eventualmente, uma ou outra “guloseima”. Quanto não custa? Certamente quase o valor de um mês ou mais de propinas. O aumento das propinas não tem comparação percentual com o aumento que o preço dos bilhetes dos concertos tem vindo a sofrer que, mesmo assim, na maior parte dos casos como já referi se esgotam.


É desta perspetiva que as pessoas comuns se colocam quando assistem a reivindicações e a manifestações contra o pagamento das propinas e outros... Os jovens necessitam do apoio de todos e é sabido que, para se ter apoio nas pretensões, terão também de fazer alguns sacrifícios, dando o exemplo ao abdicar de algumas coisas, só assim captarão a população para o seu lado.


Claro que os jovens precisam e têm que se divertir e conviver, é imprescindível. Contudo têm que compreender também que as famílias poderão estar a fazer sacrifícios e com problemas financeiros provocados por governos geridos por pessoas que apenas vêm os seus interesses e os daqueles que representam, não cuidando dos interesses gerais da população à qual aumentam impostos, retiram e cortam salários injustamente. É contra esses que nos devemos manifestar e podem fazê-lo de outras formas que não e apenas através de reivindicações sobre o pagamento de propinas porque essas já não convencem ninguém.