
Há dois temas paralelos e importantes que têm estado presentes na comunicação social, um sobre a política nacional, com o primeiro-ministro Montenegro e as suas fracas explicações que quase estão a provocar uma crise política, outro sobre a política internacional e geoestratégica também importante para o nosso futuro e o da Europa.
Deixemos por agora o primeiro e vamos debruçarmo-nos sobre o segundo. Curiosamente, embora sem novidade, é a simpatia que Donald Trump tem por líderes autocratas e ditadores e com os seus regimes políticos, o que é estranho num país que foi, durante décadas, exemplo de democracia liberal para todo o Mundo, mas que ainda há quem discorde.
Donald Trump teve relações notáveis com vários autocratas e ditadores em todo o mundo, para se saber quais os “amigos” que ele admira tracei num esquema a imagem dessas amizades.
Sobre as amizades com ditadores há provas confirmadas a partir de declarações ou entrevistas prestadas por Trump. Assim, elogiou frequentemente Putin e chamou-lhe “muito inteligente” e expressou admiração pelo seu estilo de liderança. Sobre Kim Jong Un da Coreia do Norte Trump descreveu a sua relação com Kim Jong Un como positiva, afirmando mesmo que “se apaixonaram” devido às cartas trocadas entre eles. Segundo o Washington Post, em fevereiro de 2019, afirmou mesmo “’Nós apaixonámo-nos’: Trump e Kim elogiam e acariciam egos no caminho para negociações nucleares”. Pode ver aqui.
Já quanto a líderes europeus os elogios de Trump vão para Viktor Orbán da Hungria que elogiou pela sua forte liderança e expressou apoio às suas políticas.
Estas relações têm sido frequentemente controversas, porque tem havido críticos a argumentarem que a admiração de Trump por estes líderes mina os valores e normas das democracias liberais sobretudo dos EUA. No entanto Trump e os seus apoiantes argumentam que estas relações se baseiam no respeito mútuo e em interesses estratégicos. Quanto a outros, como o líder do país que foi invadido por um dos seus amigos, Putin, esse respeito mútuo não aconteceu. Na Sala Oval Donald Trump e o seu cão de fila JD Vance receberam Vladimir Zelensky que foi por eles humilhado. Abaixo podem ver vídeos sobre o que se passou na Sala Oval e de um congressista a comentar o facto.
A afinidade de Donald Trump com figuras autoritárias ficou bem estabelecida durante o seu primeiro mandato. Gabava-se dos seus relacionamentos com pessoas como o ditador norte-coreano Kim Jong Un e o presidente russo Vladimir Putin. Mais ainda, para este desnaturado que ocupa um dos mais importantes lugares do Mundo
não nos podemos esquecer que chamava aos seus inimigos políticos “vermes”, uma palavra que soa a ditadores fascistas como Adolf Hitler e Benito Mussolini. Para os planos do segundo mandato os aliados de Trump afirmavam que derrubariam as normas do governo. É o que está a acontecer.
Trump, em dezembro de 2023, elogiava Kim Jong Un e citava Vladimir Putin enquanto concorria à presidência com a promessa de governar como ditador por um dia ameaçando a democracia americana. Há muito que expressa respeito pelos líderes autoritários e pelo poder que eles exercem. A prometida vingança, durante a campanha, pela perseguição que acredita ter sofrido quando perdeu as eleições após o primeiro mandato, levou-o a delinear uma agenda neste segundo mandato marcada por uma expansão sem precedentes do poder executivo, interferência incomparável no sistema de justiça e um expurgo maciço de funcionários públicos. Trump e “o seu governo estão a seguir com ações ilegais e inconstitucionais que ameaçam diretamente a segurança económica, pessoal e nacional dos americanos”, que pode ler aqui.
Segundo a congressista McCallun “A enxurrada de ordens executivas inconstitucionais de Trump e memorandos emitidos tornam a América mais fraca e menos segura. Eles estão a aumentar os custos da saúde, habitação e mantimentos em todo o país”.
Em relação à reunião a mesma congressista McCollum fez uma declaração sobre “a conduta vergonhosa do presidente Trump e do vice-presidente Vance em relação ao presidente Zelenskyy” que pode ler aqui.
As consequências para a paz na Europa derivadas das relações de amizade entre Donald Trump e Vladimir Putin geram preocupações significativas. A sua divisa “América Primeiro” (os MAGA) e a sua admiração por líderes autoritários, como Putin, têm levantado dúvidas sobre o compromisso dos EUA com alianças tradicionais, como a NATO.
Recentemente, Trump prometeu negociar diretamente com Putin para terminar com a guerra na Ucrânia, mas excluiu os líderes europeus nessas discussões. Foi uma espécie de “golpe” de traição à União Europeia um dos maiores apoiantes da Ucrânia. O seu objetivo talvez seja o de enfraquecer a posição da Europa como um bloco económico e geopolítico relevante. Ponto de vista há muito coincidente entre Putin e Trump.
Uma outra consequência da relação entre Trump e Putin tem reforçado a necessidade de autossuficiência militar na Europa a fim da preservação das soberanias e a segurança dos países face às possíveis mudanças na política externa dos EUA.
Alguns hipócritas pacifistas dizem que o recurso ao armamento é uma condição para a guerra. Ou são ingénuos, ou acham que, nas atuais circunstâncias, provadas pela invasão da Ucrânia, deveriam ser dadas hipóteses para a invasão de países soberanos pelo mesmo ou outro potencial invasor.
Boa tarde, Manuel AR
ResponderEliminarA ameaça Americana-Europeia Ocidental, de que ninguém fala.
Em
"https://pt.wikipedia.org/wiki/Dwight_D._Eisenhower"
"Eisenhower entrou na corrida presidencial como candidato republicano em 1952 e prometeu uma cruzada contra "comunismo, Coreia e corrupção." Ele derrotou Adlai Stevenson encerrando duas décadas de governos democratas. No primeiro ano como presidente, Eisenhower depôs o líder do Irã num golpe de estado, e ameaçou usar de força nuclear contra a China para encerrar a Guerra da Coreia. No caráter militar, focou sua atenção em expandir o arsenal atômico americano e não aumentou os fundos para as outras vertentes das Forças Armadas. O objetivo era manter a pressão sobre a União Soviética e para reduzir o déficit do governo. Quando os soviéticos lançaram o satélite Sputnik 1 em 1957, ele teve que tentar correr atrás na corrida espacial. Eisenhower forçou Israel, o Reino Unido e a França para encerrar sua invasão ao Egito durante a Guerra do Suez de 1956. Em 1958, ele enviou 15 mil soldados americanos para o Líbano para impedir que o governo pró-ocidente daquele país caísse em mãos de revolucionários aliados a Nasser. No fim do seu mandato, seus esforços de ir para mesa de negociações com os Soviéticos caiu por terra por causa do incidente com um avião U2 em 1960 quando um avião espião americano foi derrubado sobre a Rússia e o piloto foi capturado vivo.[3]"
"Devido ao cargo que possuía, começou a ocupar-se de diversos aspectos políticos, intencionando num primeiro momento manter longe do norte de África os partidários de Charles de Gaulle, com quem os britânicos já tinham tido alguns atritos."
"Os políticos americanos em Washington recusaram-se a ajudar Churchill a pressionar Eisenhower a usar seus exércitos em manobras políticas contra Moscou"
" Mas o presidente Harry S. Truman e o Departamento de Estado decidiram lançar a bomba atômica sobre o Japão, algo a que Eisenhower se opôs. Ele afirmou: "os japoneses estavam prontos para se renderem e não era necessário fazer essa coisa horrível"
" A inteligência americana trabalhou diretamente na deposição do governo iraniano no golpe de 1953 (na Operação Ajax), o golpe de Estado na Guatemala de 1954 (na Operação Pbsuccess) e em uma ação clandestina na recém independente República do Congo (Léopoldville).[82] Ike também ordenou a expansão das atividades de espionagem e vigilância na União Soviética. Seguindo a recomendação de Dulles, ele autorizou o deslocamento de mais de trinta aviões espiões Lockheed U-2, ao custo de US$ 35 milhões de dólares.[83] O governo Eisenhower também iniciou o planejamento da Invasão da Baía dos Porcos, que tentou derrubar Fidel Castro do poder em Cuba (o plano só foi adiante com John F. Kennedy na presidência em 1961). Também lançou a Operação 40, que tinha por objetivo sabotar e minar a autoridade do governo de Castro.[84]"
"Eisenhower também continuou a ameaçar os chineses com o uso de armas nucleares, autorizando uma série de treinamentos com armas atômicas na chamada Operação Teapot, no deserto de Nevada."
"os Estados Unidos forneceriam apoio econômico e militar e, se necessário, ajuda direta, a países para deter o avanço do comunismo, especialmente no Oriente Médio, local importante para a estratégia energética americana (a região era fartamente rica em petróleo).[100]"
"Eisenhower falou do perigo de gastos governamentais fora de controle e mencionou : "[...] Um imenso poderio militar e uma grande indústria armamentista são novos na experiência americana. A sua total influência - econômica, política e até espiritual - pode ser sentida em cada cidade, cada estado, cada escritório do governo federal. Nós reconhecemos a imperativa necessidade deste desenvolvimento. Ainda assim, nós não devemos deixar de compreender suas graves implicações. [...] Nós devemos nos guardar da aquisição de influência indevida, buscada ou não, do complexo militar-industrial.
Como sempre, quem
E em vez do fdp do putin ir assaltar a terra dos outros.... isso é que era. Liga p o putin e pede lhe p ele se pacificar.
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