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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

A crise da guerra e a guerra da crise



João Miguel Tavares escreveu no jornal Público um artigo de opinião que me parece oportuno e que vale a pena ler. Não sou um fiel leitor dos seus artigos nem concordo com muitas das suas opiniões. Contudo este artigo merec ser lido pelo alerta que nos fornece e nos obriga a pensar numa guerra que foi imposta por um totalitário que odeia e inveja o modo de vida do ocidente e, como tal, apostou destruí-lo, nomedamente em relação à U.E., embora, por razões outras, como em relação à Ucrânia, declarando explicitamente por receios paranóicos que o ocidente pretendia cercar a Rússia. Engana-se, quem deve ser isolado e cvrecado não é a Rússia nem os russos, é Vladimir Putin. 


Isto não é uma crise. Isto é uma guerra


João Miguel Tavares


in Jornal Público, 1 de outubro, 2022









É provável que a invasão da Ucrânia tenha consequências ainda mais profundas do que a queda das Torres Gémeas. Resta saber se estamos preparados para isso.





Foto


Fuga de gás do Nord Stream - imagem captada pela guarda costeira sueca EPA/SWEDISH COAST GUARD / HANDOUT






Não é uma guerra quente, como nos anos 40. Não é uma guerra fria, como nos anos 50 a 80. É, chamemos-lhe assim, uma guerra morna, sem a brutalidade do confronto directo, mas também sem a separação das antigas cortinas de ferro – e com a temperatura a subir, dia após dia. Embora a Rússia não tenha o poder da União Soviética, este é o conflito mais grave para o mundo ocidental desde a crise dos mísseis de Cuba, e neste momento – com a mobilização parcial russa, com as explosões subaquáticas nos gasodutos Nord Stream, com os pretensos referendos nas regiões ucranianas ocupadas – é o conflito mais perigoso para a Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Quanto mais depressa tomarmos consciência disso e nos convencermos de que a Ucrânia fica mesmo aqui ao lado, melhor nos adaptaremos ao que está para vir. Não é uma crise. Não é uma recessão. Isso são apenas consequências e seus derivados. É uma guerra. Estamos em guerra.


Acreditem: não sou dado a estados de espírito apocalípticos e tenho uma natureza optimista. O mundo não vai acabar amanhã. Mas vai ser radicalmente diferente daquilo que é hoje. Menos global, menos conectado, menos interdependente, mais desconfiado, e, portanto, mais atreito à emergência de conflitos armados. Esta é a segunda vez no século XXI que a História dá uma guinada inesperada e brutal. A primeira vez foi no dia 11 de Setembro de 2001. A segunda vez foi no dia 24 de Fevereiro de 2022. É provável que a invasão da Ucrânia tenha consequências ainda mais profundas do que a queda das Torres Gémeas. Resta saber se estamos preparados para isso.


Infelizmente, não me parece que estejamos. Na lógica da escalada, as explosões nos gasodutos que atravessam o Báltico não são apenas um degrau – são um piso inteiro. Os especialistas garantem que apenas um Estado teria capacidade técnica, logística e financeira para organizar uma sabotagem de tamanha ambição e complexidade. Uma das explosões causou um impacto de magnitude de 2,3 na escala de Richter. Mas o pior impacto é outro – é imaginarmos o que poderá acontecer às nossas sociedades se no futuro as infra-estruturas subaquáticas que conectam os vários continentes começarem a ser atacadas a centenas de metros de profundidade; e fazer as contas do que poderá custar aos Estados se os cabos submarinos transatlânticos passarem a necessitar de vigilância permanente.


Esta é uma guerra morna que começa a queimar, e os governos têm – pelas razões certas – de assumir o fim do “viver habitualmente”. Há razões erradas, como fingir que a inflação só existe por causa da guerra, quando ela foi obviamente agravada pelo conflito, mas já existia antes, e deriva, em primeiro lugar, da chuva de dinheiro dos últimos anos. A guerra não deve servir de desculpa para as imprudências dos bancos centrais e para as insuficiências dos governos – ela deve servir, isso sim, para mobilizar os cidadãos para a absoluta necessidade de vencer Putin e atribuir à Ucrânia os meios necessários para fazer face às ambições russas. Não me refiro apenas a meios militares: sem um gigantesco auxílio financeiro, a Ucrânia enfrentará o colapso económico muito antes da Rússia.


Mobilizar a opinião pública para este combate é tarefa árdua. Haverá muito sofrimento, e o primeiro passo para o suportar é não nos enganarmos acerca daquilo que nos está a acontecer. O nosso bem-estar económico é um mero peão no xadrez da guerra. E, para citar o famoso mantra da Guerra dos Tronos, o Inverno está a chegar.





sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Inflação apenas atinge alguns



 




 


 
 

 



 


O ano de 2013 vai começar bem para os portugueses, novamente vítimas deste governo, com o aumento de preços de bens e serviços, aos quais não podem fugir, como a eletricidade, 2,8%, gás, 2,5%, transportes, 0,9%, portagens, 2,09%, as empresas de comunicações móveis, com aumentos superiores à inflação e taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde. A justificação para estes aumentos é a inflação apesar de se estimar que irá abrandar em 2013 em 0,9% de acordo com a RTP com a Lusa. Por outro lado, como são serviços e bens aos quais não podemos fugir ou de utilizar substitutos. Apesar de nos dizerem que há concorrência, então se todas aumentam os preços como escolher? Não será caso de concertação de preços? Em regime de mercado livre não nos prometeram a opção de escolha e a consequente baixa de preços?


Parece que, para o governo, a inflação é apenas sentida pelas empresas que fornecem aqueles bens e serviços e que os salários e pensões dos portugueses não têm nada que ser atualizados de acordo com a mesma taxa de inflação. O que acontece é que, devido a redução do consumo, os resultados das empresas baixaram e então haveria que aumentar os preços. Antigamente queixavam-se dos elevados salários pagos e que, devido aos aumentos salariais e de outros custos que justificavam a inflação e os aumentos de preços. Agora o que os justifica é mais uma vez a inflação que vai aumentar na formação dos preços mas não na dos salários.  


Para além dos cortes dos salários e pensões e aumento de impostos os rendimentos vão ainda baixar mais com o aumento dos preços. Não foi por acaso que foi aprovado no parlamento pelo PSD, CDS/PP e também pelo PS (a posição deste não entendi) o pagamento em duodécimos de parte dos subsídios. Como já tinha afirmado em “post” anterior a que chamei Artimanha este é um artifício para contentar os portugueses e induzi-los que a sua capacidade financeira não foi tão má quanto esperavam, que acontece é que este valor vai ser totalmente absorvido não apenas pelos aumentos que referi mas por outros que irão vir por aí. Preparemo-nos para que os subsídios a partir de 2014 ou 2015 deixem de existir porque passarão a ficar para sempre incorporados nos salários e que também justificará também o congelamento de salários durante vários anos. Continuam a enganar-nos!


Estou a fazer futurologia? Resta a esperança de que me engane, o que duvido.

Inflação apenas atinge alguns



 




 


 
 

 



 


O ano de 2013 vai começar bem para os portugueses, novamente vítimas deste governo, com o aumento de preços de bens e serviços, aos quais não podem fugir, como a eletricidade, 2,8%, gás, 2,5%, transportes, 0,9%, portagens, 2,09%, as empresas de comunicações móveis, com aumentos superiores à inflação e taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde. A justificação para estes aumentos é a inflação apesar de se estimar que irá abrandar em 2013 em 0,9% de acordo com a RTP com a Lusa. Por outro lado, como são serviços e bens aos quais não podemos fugir ou de utilizar substitutos. Apesar de nos dizerem que há concorrência, então se todas aumentam os preços como escolher? Não será caso de concertação de preços? Em regime de mercado livre não nos prometeram a opção de escolha e a consequente baixa de preços?


Parece que, para o governo, a inflação é apenas sentida pelas empresas que fornecem aqueles bens e serviços e que os salários e pensões dos portugueses não têm nada que ser atualizados de acordo com a mesma taxa de inflação. O que acontece é que, devido a redução do consumo, os resultados das empresas baixaram e então haveria que aumentar os preços. Antigamente queixavam-se dos elevados salários pagos e que, devido aos aumentos salariais e de outros custos que justificavam a inflação e os aumentos de preços. Agora o que os justifica é mais uma vez a inflação que vai aumentar na formação dos preços mas não na dos salários.  


Para além dos cortes dos salários e pensões e aumento de impostos os rendimentos vão ainda baixar mais com o aumento dos preços. Não foi por acaso que foi aprovado no parlamento pelo PSD, CDS/PP e também pelo PS (a posição deste não entendi) o pagamento em duodécimos de parte dos subsídios. Como já tinha afirmado em “post” anterior a que chamei Artimanha este é um artifício para contentar os portugueses e induzi-los que a sua capacidade financeira não foi tão má quanto esperavam, que acontece é que este valor vai ser totalmente absorvido não apenas pelos aumentos que referi mas por outros que irão vir por aí. Preparemo-nos para que os subsídios a partir de 2014 ou 2015 deixem de existir porque passarão a ficar para sempre incorporados nos salários e que também justificará também o congelamento de salários durante vários anos. Continuam a enganar-nos!


Estou a fazer futurologia? Resta a esperança de que me engane, o que duvido.

Inflação apenas atinge alguns



 




 


 
 

 



 


O ano de 2013 vai começar bem para os portugueses, novamente vítimas deste governo, com o aumento de preços de bens e serviços, aos quais não podem fugir, como a eletricidade, 2,8%, gás, 2,5%, transportes, 0,9%, portagens, 2,09%, as empresas de comunicações móveis, com aumentos superiores à inflação e taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde. A justificação para estes aumentos é a inflação apesar de se estimar que irá abrandar em 2013 em 0,9% de acordo com a RTP com a Lusa. Por outro lado, como são serviços e bens aos quais não podemos fugir ou de utilizar substitutos. Apesar de nos dizerem que há concorrência, então se todas aumentam os preços como escolher? Não será caso de concertação de preços? Em regime de mercado livre não nos prometeram a opção de escolha e a consequente baixa de preços?


Parece que, para o governo, a inflação é apenas sentida pelas empresas que fornecem aqueles bens e serviços e que os salários e pensões dos portugueses não têm nada que ser atualizados de acordo com a mesma taxa de inflação. O que acontece é que, devido a redução do consumo, os resultados das empresas baixaram e então haveria que aumentar os preços. Antigamente queixavam-se dos elevados salários pagos e que, devido aos aumentos salariais e de outros custos que justificavam a inflação e os aumentos de preços. Agora o que os justifica é mais uma vez a inflação que vai aumentar na formação dos preços mas não na dos salários.  


Para além dos cortes dos salários e pensões e aumento de impostos os rendimentos vão ainda baixar mais com o aumento dos preços. Não foi por acaso que foi aprovado no parlamento pelo PSD, CDS/PP e também pelo PS (a posição deste não entendi) o pagamento em duodécimos de parte dos subsídios. Como já tinha afirmado em “post” anterior a que chamei Artimanha este é um artifício para contentar os portugueses e induzi-los que a sua capacidade financeira não foi tão má quanto esperavam, que acontece é que este valor vai ser totalmente absorvido não apenas pelos aumentos que referi mas por outros que irão vir por aí. Preparemo-nos para que os subsídios a partir de 2014 ou 2015 deixem de existir porque passarão a ficar para sempre incorporados nos salários e que também justificará também o congelamento de salários durante vários anos. Continuam a enganar-nos!


Estou a fazer futurologia? Resta a esperança de que me engane, o que duvido.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aumento de preços do gás natural

 


 


Energia: Galp defende aumento do IVA do gás natural


 


Uma das justificações para o futuro aumento de 6,9% do preço do gás natural é a diminuição do consumo. Fará isto sentido?


Quando se pede austeridade, poupança, contenção nas despesas e se lançam ideias para poupar água, gás, electricidade, vêem-nos dizer que baixou o consumo e que, por isso, o preço do gás natural tem que ser aumentado!


Se todas as atividades económicas que fornecem bens e serviços fizessem o mesmo teríamos o seguinte raciocínio: comércio por exemplo reduziu as vendas logo aumentam-se os preços. Mas como as vendas continuariam a  baixar aumentariam novamente os preços! Isto no mínimo seria insano!


Será que numa economia de mercado a teoria da oferta e da procura deixou de ter validade? É normal que, quando há muita procura e pouca oferta, os preços tendam a aumentar, e quando se passa o contrário dá-se o inverso, quer dizer o consumo baixa os preços diminuem! Parece que no gás natural não é assim... Dizem por um lado para se poupar energia e não se desperdiçar, por outro, aumentam-se os preços porque o consumo  reduziu! Afinal, para este senhores neoliberais do governo a economia só funciona para um lado! O mais grave ainda é  a grande desfaçatez de os maiores aumentos serem apenas para as famílias que poupam e consomem menos! Isto será normal?


Dizem que isso não é matéria nem da competênca do governo é da ERSE? Ah! Bom... Por isso não vale a pena adiantar mais nada. Para bom entendedor...


Talvez seja para a tornar mais apetecível para os que a comprarem quando da privatização.... Dizemos nós, os que pagamos para isso sem contrapartidas.


 

Aumento de preços do gás natural

 


 


Energia: Galp defende aumento do IVA do gás natural


 


Uma das justificações para o futuro aumento de 6,9% do preço do gás natural é a diminuição do consumo. Fará isto sentido?


Quando se pede austeridade, poupança, contenção nas despesas e se lançam ideias para poupar água, gás, electricidade, vêem-nos dizer que baixou o consumo e que, por isso, o preço do gás natural tem que ser aumentado!


Se todas as atividades económicas que fornecem bens e serviços fizessem o mesmo teríamos o seguinte raciocínio: comércio por exemplo reduziu as vendas logo aumentam-se os preços. Mas como as vendas continuariam a  baixar aumentariam novamente os preços! Isto no mínimo seria insano!


Será que numa economia de mercado a teoria da oferta e da procura deixou de ter validade? É normal que, quando há muita procura e pouca oferta, os preços tendam a aumentar, e quando se passa o contrário dá-se o inverso, quer dizer o consumo baixa os preços diminuem! Parece que no gás natural não é assim... Dizem por um lado para se poupar energia e não se desperdiçar, por outro, aumentam-se os preços porque o consumo  reduziu! Afinal, para este senhores neoliberais do governo a economia só funciona para um lado! O mais grave ainda é  a grande desfaçatez de os maiores aumentos serem apenas para as famílias que poupam e consomem menos! Isto será normal?


Dizem que isso não é matéria nem da competênca do governo é da ERSE? Ah! Bom... Por isso não vale a pena adiantar mais nada. Para bom entendedor...


Talvez seja para a tornar mais apetecível para os que a comprarem quando da privatização.... Dizemos nós, os que pagamos para isso sem contrapartidas.