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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Universidades de verão ou em vão?




Este mês de agosto tenho andado arredado da política nem sei bem porquê talvez desiludido com uma direita que nada resolveu, mas antes agravou os problemas que diz serem sempre e todos dos outros e de uma esquerda receosa de propostas e estacionada para ver em que param as modas.


Entretanto vários diplomas têm vindo a ser preparados enquanto os portugueses embriagados pelo sol e pelos banhos talvez como preparação para as banhadas que irão apanhar até final do ano vindas a todos o vapor por esta direita desgovernada por um primeiro-ministro também ele com os comandos desgovernados.


Veio agora o tempo das universidades de verão do PS e do PSD. Fantochadas que, sob o pretexto de aulas, não são mais do que meras propagandísticas partidárias, está bem de ver. O título de universidade de verão com que aqueles partidos resolveram pomposamente designar os seus comícios restritos que nada têm a ver com o trabalho isento e metodologicamente científico que se faz nas universidades. Dali nada sai como contributo válido para a resolução dos problemas do país e obviamente das pessoas que nele vivem. São meras lavagens inconsequentes que apenas servem para regar as cabeças dos que ainda têm paciência para tomar a injeção ideológica vinda especificamente de uma direita neoliberal que, desastrosamente, nos tem desgovernado e que servem apenas para comunicação social divulgar.


Quanto ao PCP e ao BE continuam com o seu já habitual discurso panfletário e comicieiro este, diga-se, mais do lado do BE na voz da sua cabeça feminina.


E assim vai a política nacional num final de verão com Portugal dominado por terroristas incendiários, que ceifaram várias vidas no combate às chamas e aos quais o Presidente República não ser referiu tal qual fossem gente sem a importância que lhe merecesse. Ninguém tem a coragem de investigar a fundo e de apontar o dedo aqueles terroristas incendiários, limitando-se as autoridades a prender os suspeitos do costume como sejam o bêbado do lugar, o idoso que se quer vingar do vizinho, o maluquinho da aldeia que sobe encostas íngremes de uma serra para lançar fogos em várias frentes coincidentemente na mesma área, e outros que tais.


Houve ainda o infeliz desaparecimento do Dr. Borges que lamentamos apesar de em nada concordarmos com o seu contributo com pontos de vista radicais que, enquanto conselheiro, muito ajudaram Passos Coelho a destruir o tecido social fazendo-nos aproximar a passos largos de alguns países do leste europeu para, segundo eles, podermos ser competitivos. O que não podemos esquecer é que, quando aí chegarmos, os investimentos por que tanto ansiamos partirão para outros locais ainda mais competitivos.

Universidades de verão ou em vão?




Este mês de agosto tenho andado arredado da política nem sei bem porquê talvez desiludido com uma direita que nada resolveu, mas antes agravou os problemas que diz serem sempre e todos dos outros e de uma esquerda receosa de propostas e estacionada para ver em que param as modas.


Entretanto vários diplomas têm vindo a ser preparados enquanto os portugueses embriagados pelo sol e pelos banhos talvez como preparação para as banhadas que irão apanhar até final do ano vindas a todos o vapor por esta direita desgovernada por um primeiro-ministro também ele com os comandos desgovernados.


Veio agora o tempo das universidades de verão do PS e do PSD. Fantochadas que, sob o pretexto de aulas, não são mais do que meras propagandísticas partidárias, está bem de ver. O título de universidade de verão com que aqueles partidos resolveram pomposamente designar os seus comícios restritos que nada têm a ver com o trabalho isento e metodologicamente científico que se faz nas universidades. Dali nada sai como contributo válido para a resolução dos problemas do país e obviamente das pessoas que nele vivem. São meras lavagens inconsequentes que apenas servem para regar as cabeças dos que ainda têm paciência para tomar a injeção ideológica vinda especificamente de uma direita neoliberal que, desastrosamente, nos tem desgovernado e que servem apenas para comunicação social divulgar.


Quanto ao PCP e ao BE continuam com o seu já habitual discurso panfletário e comicieiro este, diga-se, mais do lado do BE na voz da sua cabeça feminina.


E assim vai a política nacional num final de verão com Portugal dominado por terroristas incendiários, que ceifaram várias vidas no combate às chamas e aos quais o Presidente República não ser referiu tal qual fossem gente sem a importância que lhe merecesse. Ninguém tem a coragem de investigar a fundo e de apontar o dedo aqueles terroristas incendiários, limitando-se as autoridades a prender os suspeitos do costume como sejam o bêbado do lugar, o idoso que se quer vingar do vizinho, o maluquinho da aldeia que sobe encostas íngremes de uma serra para lançar fogos em várias frentes coincidentemente na mesma área, e outros que tais.


Houve ainda o infeliz desaparecimento do Dr. Borges que lamentamos apesar de em nada concordarmos com o seu contributo com pontos de vista radicais que, enquanto conselheiro, muito ajudaram Passos Coelho a destruir o tecido social fazendo-nos aproximar a passos largos de alguns países do leste europeu para, segundo eles, podermos ser competitivos. O que não podemos esquecer é que, quando aí chegarmos, os investimentos por que tanto ansiamos partirão para outros locais ainda mais competitivos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Propaganda ao executivo ou o mais do mesmo de António Borges

 



 


 


Fonte da imagem: http://www.opolvodanoticia.com/2012/06/antonio-borges-reducao-de-salarios.html




Não sei a quem se estava a dirigir António Borges na entrevista que concedeu à TSF no dia 5 de dezembro, se estava a dirigir-se a todos os portugueses ou se apenas a alguns. Eu incluo-me no grupo onde estão todos e, no que respeita à economia, apenas sei o que aprendi na universidade, mas o suficiente para perceber alguns dos senhores que falam de cátedra ou balbuciam sobre o tema.


Borges vem agora com o discurso da estabilização da economia, após ter chamado ignorantes aos empresários, o que foi aliás desvalorizado e desculpado por um comentador de televisão, dizendo que foi um desabafo e que é uma linguagem académica(?). Eu nunca tratei assim os meus alunos e desconheço que isso seja a linguagem corrente nas universidades, a não ser por algum professor mais inseguro a quem interesse atemorizar os alunos.  


Gostaria que fosse justificado com objetividade e em que dados se baseia António Borges para afirmar que o Governo já “fez o ajustamento da economia” ao ter posto o país a gastar o mesmo que produzia". Portanto, com o gastar menos ajusta-se a economia.


E mais afirma que “fez o ajustamento da economia”, que se encontrava “extraordinariamente desequilibrada”, e a “mentalidade de gastar excessivamente acabou”. Isto é, mudam-se as mentalidades e, as economias ajustam-se. Fantástico! E eu que pensava que era tudo mais difícil.


A conversa de António Borges não nos trouxe nada de novo dado que é a mensagem que o Governo e os seus apoiantes têm vindo a fazer passar. Mais ainda, afinal não é possível distinguir uma “luz ao fundo do túnel”. Porém, mostra-se convencido (ou quer convencer-nos) de que haverá um desfecho análogo ao da crise que o país viveu entre 1983 e 1985. “Custou. Foram dois anos difíceis e depois tivemos um período de crescimento muito forte”.


Esperem lá portugueses porque, daqui a mais dois anos, ano de eleições, vão ver que vamos ter crescimento muito forte e, então, o vosso cinto da austeridade vai ser alargado. Eu, como português entre tantos, poderia pensar assim. Mas não, não penso!


Como em macroeconomia se deve trabalhar com conceitos bem explícitos e não com base em impressões, convicções, fé ou outras coisas, gostaria que António Borges explicitasse primeiro o que entende por estabilização da economia. Se para ele, pôr um país a gastar menos e e a mudar mentalidades é estabilizar a economia penso que é muito redutor. Será que, para ele, da estabilização da economia também fazem parte as falências e o desemprego?


Por outro lado, em que modelo e indicadores macroeconómicos se baseou para debitar aqueles juízos apriorísticos. O que ele diz também qualquer comentador ou analista político próximo do Governo o pode dizer, através de perceções enviesadas.


Após ter ouvido António Borges debitar o que me parecem serem banalidades, por aqui me fico porque tenho que ir rever tudo o que aprendi sobre economia.

Propaganda ao executivo ou o mais do mesmo de António Borges

 



 


 


Fonte da imagem: http://www.opolvodanoticia.com/2012/06/antonio-borges-reducao-de-salarios.html




Não sei a quem se estava a dirigir António Borges na entrevista que concedeu à TSF no dia 5 de dezembro, se estava a dirigir-se a todos os portugueses ou se apenas a alguns. Eu incluo-me no grupo onde estão todos e, no que respeita à economia, apenas sei o que aprendi na universidade, mas o suficiente para perceber alguns dos senhores que falam de cátedra ou balbuciam sobre o tema.


Borges vem agora com o discurso da estabilização da economia, após ter chamado ignorantes aos empresários, o que foi aliás desvalorizado e desculpado por um comentador de televisão, dizendo que foi um desabafo e que é uma linguagem académica(?). Eu nunca tratei assim os meus alunos e desconheço que isso seja a linguagem corrente nas universidades, a não ser por algum professor mais inseguro a quem interesse atemorizar os alunos.  


Gostaria que fosse justificado com objetividade e em que dados se baseia António Borges para afirmar que o Governo já “fez o ajustamento da economia” ao ter posto o país a gastar o mesmo que produzia". Portanto, com o gastar menos ajusta-se a economia.


E mais afirma que “fez o ajustamento da economia”, que se encontrava “extraordinariamente desequilibrada”, e a “mentalidade de gastar excessivamente acabou”. Isto é, mudam-se as mentalidades e, as economias ajustam-se. Fantástico! E eu que pensava que era tudo mais difícil.


A conversa de António Borges não nos trouxe nada de novo dado que é a mensagem que o Governo e os seus apoiantes têm vindo a fazer passar. Mais ainda, afinal não é possível distinguir uma “luz ao fundo do túnel”. Porém, mostra-se convencido (ou quer convencer-nos) de que haverá um desfecho análogo ao da crise que o país viveu entre 1983 e 1985. “Custou. Foram dois anos difíceis e depois tivemos um período de crescimento muito forte”.


Esperem lá portugueses porque, daqui a mais dois anos, ano de eleições, vão ver que vamos ter crescimento muito forte e, então, o vosso cinto da austeridade vai ser alargado. Eu, como português entre tantos, poderia pensar assim. Mas não, não penso!


Como em macroeconomia se deve trabalhar com conceitos bem explícitos e não com base em impressões, convicções, fé ou outras coisas, gostaria que António Borges explicitasse primeiro o que entende por estabilização da economia. Se para ele, pôr um país a gastar menos e e a mudar mentalidades é estabilizar a economia penso que é muito redutor. Será que, para ele, da estabilização da economia também fazem parte as falências e o desemprego?


Por outro lado, em que modelo e indicadores macroeconómicos se baseou para debitar aqueles juízos apriorísticos. O que ele diz também qualquer comentador ou analista político próximo do Governo o pode dizer, através de perceções enviesadas.


Após ter ouvido António Borges debitar o que me parecem serem banalidades, por aqui me fico porque tenho que ir rever tudo o que aprendi sobre economia.

Propaganda ao executivo ou o mais do mesmo de António Borges

 



 


 


Fonte da imagem: http://www.opolvodanoticia.com/2012/06/antonio-borges-reducao-de-salarios.html




Não sei a quem se estava a dirigir António Borges na entrevista que concedeu à TSF no dia 5 de dezembro, se estava a dirigir-se a todos os portugueses ou se apenas a alguns. Eu incluo-me no grupo onde estão todos e, no que respeita à economia, apenas sei o que aprendi na universidade, mas o suficiente para perceber alguns dos senhores que falam de cátedra ou balbuciam sobre o tema.


Borges vem agora com o discurso da estabilização da economia, após ter chamado ignorantes aos empresários, o que foi aliás desvalorizado e desculpado por um comentador de televisão, dizendo que foi um desabafo e que é uma linguagem académica(?). Eu nunca tratei assim os meus alunos e desconheço que isso seja a linguagem corrente nas universidades, a não ser por algum professor mais inseguro a quem interesse atemorizar os alunos.  


Gostaria que fosse justificado com objetividade e em que dados se baseia António Borges para afirmar que o Governo já “fez o ajustamento da economia” ao ter posto o país a gastar o mesmo que produzia". Portanto, com o gastar menos ajusta-se a economia.


E mais afirma que “fez o ajustamento da economia”, que se encontrava “extraordinariamente desequilibrada”, e a “mentalidade de gastar excessivamente acabou”. Isto é, mudam-se as mentalidades e, as economias ajustam-se. Fantástico! E eu que pensava que era tudo mais difícil.


A conversa de António Borges não nos trouxe nada de novo dado que é a mensagem que o Governo e os seus apoiantes têm vindo a fazer passar. Mais ainda, afinal não é possível distinguir uma “luz ao fundo do túnel”. Porém, mostra-se convencido (ou quer convencer-nos) de que haverá um desfecho análogo ao da crise que o país viveu entre 1983 e 1985. “Custou. Foram dois anos difíceis e depois tivemos um período de crescimento muito forte”.


Esperem lá portugueses porque, daqui a mais dois anos, ano de eleições, vão ver que vamos ter crescimento muito forte e, então, o vosso cinto da austeridade vai ser alargado. Eu, como português entre tantos, poderia pensar assim. Mas não, não penso!


Como em macroeconomia se deve trabalhar com conceitos bem explícitos e não com base em impressões, convicções, fé ou outras coisas, gostaria que António Borges explicitasse primeiro o que entende por estabilização da economia. Se para ele, pôr um país a gastar menos e e a mudar mentalidades é estabilizar a economia penso que é muito redutor. Será que, para ele, da estabilização da economia também fazem parte as falências e o desemprego?


Por outro lado, em que modelo e indicadores macroeconómicos se baseou para debitar aqueles juízos apriorísticos. O que ele diz também qualquer comentador ou analista político próximo do Governo o pode dizer, através de perceções enviesadas.


Após ter ouvido António Borges debitar o que me parecem serem banalidades, por aqui me fico porque tenho que ir rever tudo o que aprendi sobre economia.

sábado, 29 de setembro de 2012

Carta para António Borges que ofende empresários

 



 


 


 


Hoje o sr. António Borges, segundo o Diário de Notícias Economia, acusou os empresários, eu diria ofendeu, ao chamar-lhes “ignorantes” . Não sr. Borges, não somos contra o capital nem contra o trabalho, porque ambos são coisas boas. Não se trata de ter medo de perder o poder de compra nem da austeridade. Para si o trabalho é que é coisa má, e o capital é bom. Ignorante é o senhor que não sabe que ambos se complementam e têm ambos uma função social. A si é-lhe conveniente ofender e ir buscar fantasmas como o do marxismo que, com afirmações como as suas, só o faz avivar ainda mais. O que o sr. defende é que as empresas  sejam financiada pelo trabalho sem quaisquer contrapartidas motivadoras para este. Para si só as empresas é que devem ter vantagens. A competitividade está em ambos que têm que ser motivados. Talvez fosse melhor desamparar-nos a loja, o que sempre seria menos uma despesa inútil o estarmos a sustentá-lo com o ordenado que lhe está a ser pago pelos contribuintes. Caro senhor, vá pregar para outra freguesia e deixe de ofender quem cria postos de trabalho neste país, coisa para o qual o sr., com certeza, nunca contribuiu investindo no país o seu capital. Emigre e faça o favor de nos deixar em paz.


Veja reacções em Jornal de Notícias.

Carta para António Borges que ofende empresários

 



 


 


 


Hoje o sr. António Borges, segundo o Diário de Notícias Economia, acusou os empresários, eu diria ofendeu, ao chamar-lhes “ignorantes” . Não sr. Borges, não somos contra o capital nem contra o trabalho, porque ambos são coisas boas. Não se trata de ter medo de perder o poder de compra nem da austeridade. Para si o trabalho é que é coisa má, e o capital é bom. Ignorante é o senhor que não sabe que ambos se complementam e têm ambos uma função social. A si é-lhe conveniente ofender e ir buscar fantasmas como o do marxismo que, com afirmações como as suas, só o faz avivar ainda mais. O que o sr. defende é que as empresas  sejam financiada pelo trabalho sem quaisquer contrapartidas motivadoras para este. Para si só as empresas é que devem ter vantagens. A competitividade está em ambos que têm que ser motivados. Talvez fosse melhor desamparar-nos a loja, o que sempre seria menos uma despesa inútil o estarmos a sustentá-lo com o ordenado que lhe está a ser pago pelos contribuintes. Caro senhor, vá pregar para outra freguesia e deixe de ofender quem cria postos de trabalho neste país, coisa para o qual o sr., com certeza, nunca contribuiu investindo no país o seu capital. Emigre e faça o favor de nos deixar em paz.


Veja reacções em Jornal de Notícias.