quarta-feira, 1 de outubro de 2025

A verdade das mentiras

"Primeiro, eles fascinam os tolos.


Depois, amordaçam os inteligentes!"


 Betrand Russel, filósofo do séc. XX


Temos de abrir caminho para resistir civicamente ao avanço da desumanidade autoritária seja ela extremista de direita ou de esquerda, e os mais jovens que sempre viveram em liberdade nem sempre sabem ao certo qual o seu verdadeiro significado. Não adiante denegrir o Chega porque já vimos que isso apenas o reforçou, mas fazer de conta que não existe e tão-pouco normalizá-lo também não funciona.


Ventura Análise das narrativas.png


Na última década testemunhámos a ascensão de líderes, movimentos e políticas populistas em muitas democracias liberais pluralistas. Portugal não foi exceção. Este novo populismo é sustentado por uma inventada política de pós-verdade que usa as redes sociais como porta-voz de “notícias falsas” e “factos alternativos” com a intenção de incitar ao medo e ao ódio do “outro”, construções que estão relacionadas ou referidas a circunstâncias nas quais factos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal. Prevalece o apelo à emoção do povo em lugar do racional.  Recorde-se o caso de Donald Trump que afirmou publicamente, num evento realizado em setembro nos EUA, onde disse: “Odeio os meus adversários e não quero o melhor para eles" frase que incita ao ódio sobre quem não o apoia. Não é uma “fake news”  é um facto que revela até onde pode ir o incitamento à emoção e ao ódio. No entanto ainda há quem o admire e até concorde com a política por ele seguida.


O presidente do partido CHEGA, André Ventura, vai novamente candidatar-se à Presidência da República em 2026. Justifica a sua candidatura dizendo que “o espaço de luta contra a corrupção e contra a imigração descontrolada não podia ficar sem candidato”.


Não me causará admiração se ele chegar à segunda volta. Os candidatos que se apresentam com exceção do almirante Gouveia e Melo são fracos e os portugueses estão fartos de comentadores televisivos como presidentes e Luis Marques Mendes é um deles, assim, como outros com perfil de democratas, mas sem força e inseguros tais como como António José Seguro não apresentam grande confiança. Alguém que nunca esteve ao serviço de forças partidárias e apresente características de independência pode ser uma vantagem.


Vamos ao caso que nos interessa neste momento e sair do ruído para analisar as narrativas de André Ventura ao longo dos últimos dois anos e tentar conhecer o que está por de baixo do tom combativo e do padrão que emerge das suas intervenções e textos que se baseiam, fundamentalmente, no endurecimento penal e imigratório, na revisão constitucional como “chave mestra”, e no discurso anticorrupção repetido e baralhado que, no meio da predominância e importância do processo socioeconómico, não tem sustentabilidade e falha em toda a linha.


Por outro lado, as frases ditas e mentiras mil vezes repetidas, propagadas nas redes sociais vieram a tornar-se realidades aceites por impreparados dos mais diversos matizes sociais que as aceitam irrefletidamente sem ponderarem nas respetivas consequências.


O populismo terminou com os princípios burgueses da decência, da retidão, da palavra ou da honra que eram também contestados pelos radicais da esquerda.


Temos de reaprender a ler, a interpretar e a viver neste novo mundo à luz da reflexão e da razão. Temos de abrir caminho para resistir civicamente ao avanço da desumanidade autoritária seja ela extremista de direita ou de esquerda, e os mais jovens que sempre viveram em liberdade nem sempre sabem ao certo qual o seu verdadeiro significado.


Não adiante denegrir o Chega porque já vimos que isso apenas o reforçou, mas fazer de conta que não existe e tão-pouco normalizá-lo também não funciona.


A resistências tem de ser a desmontagem de todas as suas contradições. As formações cívicas e políticas não se ajustam a “leituras” escritas e imagéticas assimiladas sem critério e sem reflexão que proliferam nas redes sociais onde as máquinas de propaganda e de desinformação são destinadas, sobretudo, para convencer os mais jovens politicamente inexperientes.


Para análise dos eixos temáticos recorrentes na retórica e narrativas de André Ventura, porque é deste que falamos, utilizei uma metodologia baseada em excertos de três tipos das suas intervenções públicas:



  • Debates televisivos (2019–2024) analisados pela Renascença

  • Discurso no Conselho Nacional do Chega (12 set 2025)

  • Discurso de abertura da V Convenção Nacional do Chega (27 jan 2023)


As intervenções de Ventura baseiam-se num tom combativo quer nos debates e discursos partidários quer em assembleias públicas. Torna-se evidente o modo como Ventura estrutura a sua argumentação e constrói a sua imagem política com discursos que recorrem frequentemente à repetição de temas-chave, polarização nos debates e utilização de exemplos concretos através de imagens ou dados, cuja veracidade é por vezes discutível, para dramatizar questões sociais.


A sua abordagem, emocionalmente mobilizadora, aposta na simplicidade das soluções apresentadas e na clara distinção entre “nós” e “eles”, fomentando uma identidade de grupo entre apoiantes e tenta promover a perceção de rutura face ao sistema vigente. Contudo faz questão de mostrar que pretende ganhar o que, afinal, mostra uma vontade de fazer parte do sistema. Que diz querer mudar.


O recurso a slogans e ideias força como por exemplo “tolerância zero”, “Portugal primeiro”, “fim da impunidade” que serve uma retórica que privilegia a clareza e o impacto mediático sem atender à complexidade dos problemas e das soluções.


A estratégia comunicacional de André Ventura é marcada pela presença ativa nas redes sociais e pela aposta em formatos de comunicação direta, como vídeos curtos, sessões ao vivo e fóruns abertos, onde a mentira e a produção de notícias falsas ou truque amplificadas pelo exagero das situações escolhidas. A estratégia dos vídeos e cassetes foi utilizada por Silvio Berlusconni, bilionário, empresário e político italiano que foi Primeiro-ministro da Itália durante vários anos que, antes da popularização das redes sociais, enviou uma cassete de vídeo para todos os canais de televisão de Itália e poucos meses depois estreou-se como primeiro-ministro após  a astúcia da cassete que, sem intermediários falou ao povo através de monólogo emocional uma espécie do que políticos atuais populistas, ou não, fazem usando as redes sociais.


Esta estratégia tem como objetivo criar uma proximidade com o eleitorado, contornar filtros mediáticos tradicionais e estabelecer um canal de comunicação onde a mensagem seja transmitida sem intermediários, fora da comunicação social corrente, em redes sociais, nas quais se manipula o modo emotivo, que hoje é o mecanismo dominante do discurso nesses locais, consolidando, assim, uma base de seguidores altamente envolvida.


André Ventura explora as vulnerabilidades da opinião pública, recorrendo a uma lógica de simplificação binária de dois polos opostos, por vezes contraditórios, e à exploração de medos difusos. Estas dinâmicas, aliadas à eficácia da máquina de propaganda partidária, contribuem para a sedimentação das principais narrativas que sustentam a sua candidatura e reforçam o posicionamento do Chega enquanto força política de contestação, Ventura “foi capaz de instituir a perceção generalizada de um país corrupto, liderado por políticos infames, analisado por cientistas e jornalistas vendidos, colonizado por imigrantes oportunistas e criminosos, até porque casos como o das multas dos bancos, dos prémios do Novo Banco ou a história da Spinumviva lhe facilitam a vida.”, de acordo com um artigo de opinião de Manuel Carvalho no jornal Público.


Devo aqui acrescentar que tudo que que se possa fazer, dizer ou escrever sobre André Ventura seja em artigos de opinião, vídeos, mensagens, comentários, livros, televisão ou análises como esta que realizei, nos quais ele seja protagonista, facilitam-lhe a vida da sua propaganda. Mas, citando uma frase do livro a Arte da Guerra de Sun Tsu, “Se conhece o inimigo e se conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”


**********


Uma análise de conteúdo das intervenções de André Ventura (últimos 2 anos)


O que está por baixo do tom combativo de André Ventura e o padrão que emerge nos discursos e textos nos últimos dois anos?


Estratégias retóricas e estilo


Anticorrupção palavra de ordem como apoio discursivo



  •  Há uma discrepância intencional entre a sua atitude quando fala para uma assistência a partir do seu “palco” e o programa do partido. Discurso para mobilizar, mas sem proposta de governabilidade ou pouco coerente no programa.

  •  A palavra “corrupção” surge repetida no texto programático (45 vezes), mas é sinalizada como um apoio emocional/moral do discurso com o registo oral incendiário, mesmo quando a proposta escrita assume tom mais tecnocrático.


Polarização moral e nacional



  • Para justificar a prioridade aos nacionais agita uma hierarquia afetiva como a de “amamos primeiro os nossos”, estabelecendo medidas restritivas de imigração não apenas securitárias, mas também culturalmente de proteção.

  • Propõe soluções fortes para casos simples que exagera com penas máximas, metas absolutas como “tolerância zero”. O léxico que utiliza privilegia a emoção à qualidade jurídica da atuação, depois reformatado em propostas com linguagem de reforma “estrutural”.


Observa-se, portanto, uma evolução discursiva marcada pela adaptação estratégica do vocabulário e pela mudança de abordagem, sem abandonar a intensidade dos temas de modo a adaptar-se a uma linguagem aceite por algumas faixas de população e pelos grupos mais jovens como se verá mais adiante.


Este percurso revela uma transição de uma comunicação polarizador, identitária e de rutura para uma abordagem mais racionalizada em propostas institucionais e promessas de eficiência.


A linguagem torna-se, assim, não só um instrumento de mobilização, mas também de legitimação perante o eleitorado, refletindo a tentativa de ocupar novos espaços no debate político e conquistar legitimidade governativa, o que pode ser observado no seguinte quadro.


 



Domínios do discurso



Itens de uma determinada sequência de texto e palavras mais salientes



Função retórica


Técnicas e estratégias utilizadas para persuadir o público, moldar a sua mensagem e alcançar um objetivo comunicativo específico



Justiça/segurança



prisão perpétua;


castração química



Severidade punitiva



Constituição



revisão constitucional;


Tribunal Constitucional



Reconfigurar regras



Imigração



controlos fronteiriços; residência ilegal



Ordem/controlo



Corrupção



enriquecimento ilícito;


confisco de bens



Limpeza do sistema



Cultura/educação



ideologia de género; educação parental



Guerra cultural



 


Vejamos agora a estratégia discursiva de André Ventura para mobilizar os mais jovens, (e não apenas), que combina elementos populistas, digitais (utilização de redes e comunicação vídeo) e identitários que, afinal, não diferem muito da sua narrativa habitual dos quais se destacam alguns dos seguintes pontos-chave:


 


 



  • Linguagem simples, direta e emocional



  • Evita tecnicismos e usa frases curtas e fortes, que apelam mais ao sentimento do que à racionalidade.

  • O uso de polarizações claras (concentração de forças num determinado ponto por oposição a outro “nós contra eles”, “os jovens esquecidos vs. a elite política”)  que cria um sentimento de pertença e urgência.



  • Narrativa de exclusão e oportunidade



  • Apresenta os jovens como uma geração sacrificada: precariedade laboral, dificuldades no acesso à habitação, falta de futuro em Portugal.

  • Posiciona-se como o político que “diz o que ninguém diz” e que pode devolver oportunidades e esperança.



  • Apelo à rebeldia e ao inconformismo



  • O discurso funciona como um convite à “rebeldia contra o sistema”.

  • A narrativa é construída como antissistema porque se diz contra as instituições oficiais, sejam elas políticas, económicas ou sociais, da forma vigente da sociedade,  o que atrai jovens que se sentem distantes da política tradicional.



  • Uso estratégico das redes sociais



  • Forte presença em TikTok, Instagram e YouTube, com vídeos curtos, memes e transmissões em tempo real.

  • Conteúdo feito para ser facilmente partilhado, usando humor, provocação e linguagem próxima da gíria jovem.

  • Estilo “influencer político”, aproximando-se das práticas comunicacionais dos jovens.



  • Temas com apelo juvenil



  • Habitação: dificuldade em sair da casa dos pais.

  • Emprego: salários baixos, instabilidade e emigração forçada.

  • Justiça social seletiva: “os jovens portugueses são esquecidos em detrimento de minorias ou imigrantes”.

  • Segurança e identidade: discurso nacionalista que cria a sensação de proteger o futuro dos jovens “do seu próprio país”.


Note-se que muitos destes temas são comuns de partidos de extrema-esquerda até aos de direita “normalizada”.



  • Criação de comunidade e identidade



  • Usa slogans e símbolos fáceis de apropriar (“Chega” como sinónimo de basta e “Portugal Primeiro”).

  • Gera sentimento de pertença, quase tribal, em que o jovem passa a sentir que faz parte de um movimento maior. Este tribalismo político no seu nível mais básico, é a divisão do mundo político em grupos opostos impulsionados por uma forte lealdade e identidade de grupo. Estes aspetos negativos do tribalismo são frequentemente alimentados pela competição e pela perceção de uma ameaça comum, através do medo, ansiedade e preconceito, tornando as pessoas mais suscetíveis a notícias falsas, propaganda e conflito.



  • Estilo performativo de André Ventura



  • Aposta em debates televisivos, confrontos diretos e frases “virais”.

  • Essa teatralização política agrada a jovens que consomem política como espetáculo e entretenimento.


Em síntese: a estratégia para os jovens combina emoção, rebeldia, identidade nacional e linguagem digital, criando uma narrativa de rutura com o sistema e de esperança num futuro “roubado” aos jovens.


 Eixos temáticos recorrentes



  • Família e demografia: A família é erguida como solução ao “inverno demográfico”, com incentivos fiscais (ex.: isenção de IRS para mulheres com 3 ou mais filhos), alargamento de licenças parentais e apoios na saúde materna. Nota-se a retirada, desde propostas antigas, de retirar aborto e cirurgias de transição de género da saúde pública, sinalizando uma adaptação tática. O programa evita quantificar impactos financeiros destas medidas.

  • Justiça e crime: Centralidade em “acabar com a brandura” da justiça: prisão perpétua com revisão, castração química para reincidentes sexuais, agravamento de penas para violência doméstica, e apertos processuais para acelerar megaprocessos de corrupção. Isto exige revisão constitucional é tratada pelo próprio partido como prioridade. Há também reforço de meios (PJ, magistrados), apreensão de bens antes da sentença e crime de enriquecimento ilícito.

  • Imigração: Passagem de quotas “culturais” (antigas) para endurecimento amplo: controlos fronteiriços, crime de residência ilegal, recondução a países de origem se não houver prova de autossustento em 6–12 meses, exigência de português no trabalho, restrição de apoios sociais a quem tenha 5 anos de contribuições, revogação do acordo de mobilidade da CPLP e recomposição da AIMA com funções policiais à la SEF.

  • Revisão constitucional: Objetivo estruturante que viabiliza o pacote penal. Pretende “limpar carga ideológica” do preâmbulo, permitir prisão perpétua e castração química, reduzir e alterar composição do Tribunal Constitucional, voto obrigatório, referendos vinculativos sobre qualquer matéria, reduzir deputados e limitar ministérios. A conjuntura parlamentar recente tornou este objetivo menos hipotético.

  • Economia e fiscalidade: Centra-se na retórica liberal de direita: baixar IRS/IRC/IMI, eliminar derrama e pagamentos por conta; isenção de IRS para jovens até 100 mil de rendimento acumulado, depois taxa plana de 15%; isenções na primeira habitação; incentivos a contratação jovem. Em paralelo, medidas de tributação extraordinária sobre banca/petrolíferas e uma lista extensa de promessas sociais sem envelope orçamental explícito, estimadas em mais de 5% do PIB, expondo tensão entre ambição e sustentabilidade.

  • Educação: Defesa de “autonomia da família versus escola”; combate à chamada “ideologia de género” com direito de veto parental; oposição a casas de banho neutras como única opção; Cidadania e Desenvolvimento apenas opcional; reintrodução de exames em todos os ciclos e “tolerância zero” à indisciplina. Reposição integral do tempo de serviço dos professores e revisão do ECD-Estatuto da Carreira Docentes.


Se analisarmos à lupa verificamos que muitas destas medidas servem apenas para captar potenciais eleitores sem garantia de que numa situação de governo muitas dessas medidas sejam sustentáveis ou até exequíveis a prazo.


 


 


Fontes:


Lessard-Hébert, Michelle, Investigação Qualitativa; Fundamentos e Práticas, Instituto Piaget.


José Raul de Sousa; Simone Cabral Marinho dos Santos; Análise de conteúdo em pesquisa qualitativa. https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&ved=2ahUKEwjXg-norvmPAxUYUKQEHfGUG184FBAWegQIMBAB&url=https%3A%2F%2Fperiodicos.ufjf.br%2Findex.php%2FRPDE%2Farticle%2Fdownload%2F31559%2F22049%2F134370&usg=AOvVaw3qBWRai0qz1Bqbg0p36NMV&opi=89978449


 


https://ojs.letras.up.pt/index.php/re/article/view/13182/12192


Como o discurso do Chega mudou e o que isso diz da sua estratégia: https://rr.pt/fotoreportagem/politica/2024/03/05/como-o-discurso-do-chega-mudou-e-o-que-isso-diz-da-sua-estrategia/368696/


Desafios e Oportunidades da imigração em Portugal, revelados no Dia Internacional dos Migrantes: https://pessoas2030.gov.pt/2024/12/20/desafios-e-oportunidades-da-imigracao-em-portugal-revelados-no-dia-internacional-dos-migrantes/


https://linguateacher.com/pt-pt/glossary/vocabulario-para-contextos-politicos-e-governamentais-em-portugues/


André Ventura quer o Chega a liderar oposição e "preparado para governar": https://cnnportugal.iol.pt/chega/andre-ventura/sangue-suor-lagrimas-e-muita-fe-andre-ventura-quer-um-chega-preparado-para-governar/20230127/63d44cef0cf2c84d7fc54165


O Chega é o futuro, mudámos o sistema político português para sempre: https://expresso.pt/podcasts/legislativas-2025-todos-os-debates/2025-05-19-andre-ventura-o-chega-e-o-futuro-mudamos-o-sistema-politico-portugues-para-sempre-609d2d4f


Discurso de André Ventura no 25 de novembro: https://www.youtube.com/watch?v=pvdm8YIqmJ8


Chega promete programa eleitoral para a próxima segunda-feira com foco em corrupção e imigração: https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/chega-promete-programa-eleitoral-para-a-pr%C3%B3xima-segunda-feira-com-foco-em-corrup%C3%A7%C3%A3o-e-imigra%C3%A7%C3%A3o


O que defende mesmo o Chega? As convicções e contradições do partido de André Ventura:     https://rr.pt/fotoreportagem/politica/2025/05/20/o-que-defende-mesmo-o-chega-as-conviccoes-e-contradicoes-do-partido-de-andre-ventura/426219/https://www.publico.pt/2025/09/11/politica/noticia/chega-recrutar-futuros-votantes-2146881


Como é que o Chega está a recrutar futuros votantes https://www.publico.pt/2025/09/11/politica/noticia/chega-recrutar-futuros-votantes-2146881


Entrevista ao jornal Público, fevereiro 2024, https://www.publico.pt/2024/02/13/politica/entrevista/andre-ventura-so-crescimento-economico-casa-3-5-podemos-aumentar-pensoes-2080089

7 comentários:

  1. Boa noite, Manuel
    A extrema direita não se combate, evita-se.
    Os partidos que nos governaram desde 1976 - PS, PPD/PSD, CDS/PP, isolados ou coligados - é que abriram as portas à direita pró-salazarista, representada pelo Chega e por núcleos mais à direita da direita conservadora.
    E abriram-lhes as portas, os Portões, com as sua políticas quase semelhantes, com programas eleitorais feitos apenas para ganhar votos e não serem cumpridos. Diabolizando todos os partidos que se apresentassem à esquerda do PS. Apelando para uma bipolarização do agora governas tu - esquerda PS - ora governo eu - direita PSD-CDS/PP.
    Agora os portões estão abertos aos saudosos do 24 de ABRIL de 1974. Como os fechar.
    Os partidos não Salazaristas respeitarem todos os partidos não Salazaristas.
    Os partidos não Salazaristas apresentarem programas de verdade que não sejam mais promessa vãs.
    Os partidos não Salazaristas apresentaram programas distintos de acordo com as suas ideologias.
    Os jornalistas produzirem notícias isentas de todos os partidos não Salazaristas.
    Os analistas fazerem análises elucidativas sobre os programas de todos os partidos e não futurismo sobre possíveis resultados eleitorais.
    Os partidos não Salazaristas cumprirem, e fazerem cumprir, a Constituição.
    Se os partidos não Salazaristas, os jornalistas e analistas cumprirem o seu papel acabar-se-á o espaço para a demagogia e para o engano dos partidos Salazaristas.
    Se assim não for estaremos a fomentar cada vez mais o Ogre da Extrema-direita.
    Zé Onofre

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    1. Olá!
      Sim, essas serão partes do problema, mas há um ponto não menos importante que leva o povo a votar nesses partidos populistas que estão a obter grande ressonância no grande público, chamemos-lhe parte do povo. Com lentes distorcidas estão a apontar para problemas reais que os partidos "habituais" e que têm estado no poder subestimam ou ignoram. A lógica dos partidos populistas radicais de direita resulta em soluções fáceis e exigência inexequíveis , da intolerância ou manipuladas por desinformação que capata muita gente. Apontam uma espécie de vazios políticos relevantes em volta de problemas reais e outros imaginários que preocupam as pessoas e que os partidos do poder "assobiam para o lado". Os partidos populistas radicais de direita veem nas eleições uma oportunidade de fazer ouvir a voz das pessoas comuns. Dizem eles! E muitos vão no engodo.

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    2. Sabe o que acho engraçado é que o chega e o André Ventura cita Salazar, mas depois na realidade são os partidos todos da esquerda que se comportam como Salazar, linhas vermelhas, expulsar, ilegalizar, inconstitucional, proibir o discurso, .... tudo coisas que Salazar fazia aos outros.

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  2. E por tudo o que escreveu só á que dar os parabéns ao André Ventura, faz tudo simples como diz, de forma a que o povo todo entenda, só não entende quem é burro.
    Ainda á dias havia um jornalista dos parvos a dizer algo do género, o Trump e o nosso presidente falam praticamente todos os dias, mas um só diz banalidades, o outro só diz coisas sensatas. O das coisas sensatas devia de estar preso por traição á pátria, não é capaz de ser o presidente de Portugal e dos Portugueses, é mais o presidente dos outros e dos que não são do país

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    1. Mas, antes dos parabéns a Ventura, e para que ele não fique mal visto devido aos seus apoiantes, você tem que primeiro ir aprender a não dar erros ortográficos. O seu "á" em pelo menos dois locais escreve-se com "há". Pergunte à sua professora do primeiro ciclo.

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    2. Sabe a minha professora foi daquelas que o 25 de abril formou á pressa e deu-lhe certificado sem ela ter quaisquer qualificações, tive na altura imensos professores desses na escola. Foi mais uma das maravilhas do 25 de Abril.

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    3. Então o meu comentário dos analfabetos que o 25 de abril transformou em catedráticos não saí..... haaaiii haaaaiiiii quero dizer aiiiii aaaaiiiii aaaaaaii

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