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domingo, 3 de maio de 2015

As más práticas na política

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Ao longo destes últimos anos face a factos que têm ocorrido relativamente a elementos do Governo tais como vistos gold, exceção feita ao ministro Miguel Macedo, listas VIP, caso Tecnoforma e impostos do da segurança social em Passos Coelho esteve envolvido, tem havido uma relutância em admitir admissões mesmo em casos gravosos, chutando sempre para o lado as responsabilidades políticas.


Esta prática parece ser originária da JSD - Juventude Social Democrata onde parece que se aprendem as más práticas da ética política. Já em 1998 houve uma situação de recusa de demissão por parte de Moreira da Silva então presidente da JSD.


Na altura Moreira da Silva, segundo notícia publicada pelo jornal Primeiro de Janeiro em 8 de maio de 1998, recusou demitir-se apesar da contestação da sua liderança. Moreira da Silva em conferência de imprensa na sede nacional do PSD já na altura dizia que "Era o que faltava desertar quando os militantes me elegeram há cerca de quatro meses só porque há meia dúzia de notícias nos jornais ou meia dúzia de conferências de imprensa que me convidam a sair". Quem havia de dizer que o atual primeiro-ministro viria a esgrimir idênticos argumentos.


A JSD parece ser um local de tirocínio para as más práticas na política.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Para a direita vale tudo mesmo a corrupção


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A propósito do caso Sócrates recordei um artigo de opinião publicado no Correio da Manhã, de vinte e dois do corrente mês escrito por um tal Pereira Coutinho, conhecido comentador da direita neoliberal, que chama aos portugueses maltrapilhos, exalta o rico internacional, chamando por sua vez ladrões aos ricos do país. Os outros, os que se servem dos vistos gold para lavar dinheiro de origem duvidosa são os honestos, os que devemos acarinhar. Para este sujeitinho não há ética nem moral, nem deverá haver, desde que entre dinheiro. Pelos vistos dá a entender que até é a favor da entrada de droga, da lavagem de dinheiro proveniente seja do que for e até da corrupção desde que entre dinheiro.


Para ele vale tudo, devemos fechar os olhos, não importa ao quê. Se houver abusos e corrupção e fugas ao fisco pelo meio tudo bem, devemos encolher os ombros e continuar o caminho. Por esta pequena amostra vêem-se os princípios, a ética e a moral deste senhor. Porque não sermos um entreposto da corrupção, de máfias, de república que dê guarida a todos quantos tragam dinheiro qualquer que seja a sua origem?


Quando se pensa em votar ou não na direita, ao termos dúvidas este é o exemplo mais evidente que nos mostra o que estamos a defender e quem estamos a eleger para nos governar.  


Passo a transcrever na íntegra o artigo publicado.


"O principal problema do país é não ter ricos. Não falo de ricos-pelintras, que fazem férias no Algarve e jantam nos restaurantes ‘duas estrelas’ Michelin. Nem sequer dos outros: que enriqueceram pela roubalheira e andam por aí à solta. Falo de ricos a sério: com fortunas respeitáveis e dispostos a investir. Esses, só por importação. Coisa que o dr. Portas fez com os vistos ‘gold’, concedendo direito de residência a quem comprasse casas milionárias e investisse no quintal. O arranjo, normalíssimo em qualquer país europeu, rendeu uma soma considerável. E, pelo caminho, alimentou os abusos da praxe. Que fazer? Uma criatura sensata pediria rigor: na aplicação da justiça e na concessão dos vistos. Mas não deitaria fora o bebé com a água do banho. Em Portugal, não há sensatez; só inveja. O maltrapilho nacional sente-se ofendido com a figura do rico internacional."

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Vamos ouvindo, vamos lendo, vamos sabendo, vamos dizendo II

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 O jornal "Sol" sempre teve e continua a ter matizes de parcialidade e de um interesse muito peculiar pelas manchetes da primeira página que agradam a alguma direita nomeadamente as apoiantes do governo. Enquanto os jornais diários generalista colocam manchetes sobre as suspeitas de corrupção de altas chefias do Estado no que toca aos vistos dourados apadrinhados por Paulo Portas o jornal "Sol" apenas dedicada a um pequeno subtítulo na primeira página nem sobre os vistos Gold. O Jornal i e os jornais económicos seguem-lhe as pisadas. Porque será? Cada qual que tire as suas conclusões.


 


O jornal "Sol" na primeira página prefere dedicar-se a notícias importantíssimas para os portugueses neste momento como seja António Costa, Sócrates, o passado e Seguro este uma perda inestimável para a direita dentro do PS não porque vissem um aliado mas porque lhes poupava trabalho e preocupações.


 


A Câmara de Lisboa e António Costa até aqui quase esquecidos pela comunicação social salvo em casos excecionais, passou a ser alvo de todas as atenções. São alvo de todas as atenções ainda bem!


 


O Jornal i coloca em manchete uma espécie de recuperação da imagem da Ministra da Justiça titulando que "Ministra da Justiça prepara afastamento de dirigentes sob suspeita no caso vistos gold". Que oportunidade para a ministra!


 


A mesma ministra disse em determinada altura "Qualquer pessoa que ponha em causa uma instituição deve imediatamente apresentar a sua demissão ou o seu pedido de suspensão de funções". Em primeiro lugar era bom que a ministra clarificasse o que entende pôr em causa uma instituição. Em segundo lugar veria olhar lá para os lados dela porque muito haveria que dizer. Em terceiro lugar era o que mais faltava agora não se poder criticar e questionar as instituições. Democracia é isso mesmo.


 


Paulo Portas abriu as portas ao que se está a passar com os vistos gold. O pai da façanha, de tão eufórico e mais preocupado com a sua pessoa e com o partido do que com o país, não soube acautelar o que poderia acontecer. Existem metodologias que permitem através de históricos, a experiência noutros países e a modelos de previsões calcular qual será o efeito de determinada política ou medida.


Às críticas da altura Portas disse que podíamos estar sossegados porque a fiscalização teria mãos de ferro. Só se foram de ferro fundido. A propaganda do vice primeiro-ministro ditava como sendo fantásticos para o investimento o clima, o golfe, a segurança do país e a criação de postos de trabalho. Destes nem vê-los, apenas 10. Veja-se quantos vistos gold: China, 1429; Rússia, 58; Brasil, 55; África do Sul, 43; Líbano, 30. Onde estão os ricos dos países da Europa a investir neste negócio. Seria suposto atrair europeus.


 


Num debate na TVI24 um deputado do PSD elogiou o Governo pela sua ação rápida no combate ao surte de legionela como se isso fosse algo de extraordinário e que merecesse distinção. Mas então, não é obrigação do Governo assim proceder? É uma das suas funções, não fez nada de que ultrapasse-se o que devia ser feito com eficiência.


 


Cristina Azevedo escreve hoje no Jornal de Notícias: " Portanto, só seria preciso que António Costa consignasse, de facto, a receita que a Câmara vai auferir com esta taxa, a investimentos ou custos com a mesma diretamente relacionada. Porque o que está mal com as contas do Governo é que tudo, mas mesmo tudo, serve para ser sugado pelo grande buraco negro do défice. Seja o aumento dos impostos sobre o rendimento, a taxa sobre a restauração ou as privatizações, tudo serve o mesmo grande propósito: diminuir o défice.".


Nuno Crato retira o inglês,tira o inglês do ensino básico, repõe o inglês, retira o inglês, rep....., em que ponto é que eu estava? Destrói o que outros fizeram apenas por questões meramente partidocráticas e agora volta a fazer... Quanto custou ao país?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Vamos ouvindo, vamos lendo, vamos sabendo e vamos dizendo I


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O primeiro-ministro o vice-primeiro-ministro e os ministros preocupam-se mais com a propaganda ao governo, com a Câmara de Lisboa e com António Costa do que em governar.


 


E agora Paula Teixeira da Cruz o que vai fazer após arquivamento por falta de provas do inquérito sobre a "sabotagem" do Citius? Pediu desculpa mas o caso era técnico, mas era técnico e não político mas pediu desculpas. Frustrada a intenção de arranjar dois bodes expiatórios forjados através de um relatório interno encomendado o que fazer agora? Aconselha-se uma saída limpa da ministra, talvez?... Ou….


 


Falcatruas e corrupção relativas aos vistos Gold elogiados e fomentados por Paulo Portas. Tábua de salvação para Teixeira da Cruz que está a tirar dividendos políticos que serve de lavagem para a sua imagem. Implicados há-os também no seu ministério, no seu partido e no seu governo. Deve ser com grande mágoa que diz o que já disse em tempo que a justiça é para todos e que ninguém escapa, a impunidade acabou seja para quem for. Grande tábua de salvação para a barraca da reforma da justiça. Lá por dentro deve haver um vale de lágrimas. Falta saber se tudo isto não vai ficar em águas de bacalhau…


 


Cavaco pergunta o que é que os gestores da PT andaram a fazer mas a talvez a aterosclerose o tenha feito esquecer que condecorou um desses gestores, Zeinal Bava, a 10 de junho passado. Mas lá vai lançando para o espaço político a ideias do manifesto de se evitar o desmembramento da PT.


 


Poupanças e austeridade só para alguns. A AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, vai abrir delegações na Coreia do Sul, Equador, Gana, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Finlândia, Noruega e Timor Leste. Via cria uma rede de especialistas, mais uma. Quanto nos vai custar tudo isto? A eficácia é duvidosa e terá sido avaliada. Talvez mais uns tachos para dar empregos a desempregados das famílias da maioria do Governo. P'ra a frente Portugal!


 


Passos Coelho aparece em tudo quanto é sítio debitando discursos comicieiros de pouca envergadura para poder aparecer nos ecrãs das televisões e fala apenas para os seus apaniguados do partidos e da coligação. Será que ainda não se apercebeu que estamos fartos da sua imagem?


 


A saga da família Espírito Santo continua… Até onde não sabemos. Será que irá acabar sem condenações e em prescrições como é habitual para certos senhores privilegiados. Quanto ao BPN o silêncio continua. Será que a Presidência da República decidiu desviar o seu exercício de influência para outros campos que não sejam o Governo e a Assembleia da República?


 


António Costa é criticado por criar as tais taxas e taxinhas nomeadamente a de um euro para as dormidas em hotéis a reverter para um fundo de investimento destinado a melhorar infraestruturas para o turismo. Costa contra ataca e diz que o Governo cobra 12,50 euros por cada embarque dentro do espaço europeu e 23 euros se for para fora do espaço europeu e em cada dormida cobre 4,61 euros relativos ao IVA. E aos turistas também lhes é cobrado 23% de IVA que antes era de 13%. Quem que ganha e quem é que perde a lançar o disco das taxas?