segunda-feira, 4 de novembro de 2024

O País e as pessoas pelo primeiro ministro

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Segundo uma sondagem da Universidade Católica a Aliança Democrática venceria se as eleições fossem hoje, mas a distância para o Partido Socialista não é muita, terá recebido alguns da Iniciativa Liberal que desceu um pouco e uns poucos do PS.


É o que se esperava. Depois de distribuir euros por tudo quanto movimentava e não movimentava, a euforia AD poderá sido desencadeada. É o bater de palmas de alguns, só de alguns, aqueles que o Governo pretende cativar para mais uns votinhos. Alguns pensionistas e reformados aplaudem os euros extra que já receberam, para eles é o milagre dos pães.


Há muitos outros que gratos ficaram pelas benesses concedidas a que mesmo aquelas a que tinham direito. Tudo propaganda no seu melhor. Daí o prémio de uns pontos dados nas intenções de voto. O anterior Governo PS não se pode escusar do que não fez e poderia ter feito em altura própria, oportunidades não lhe faltaram.


A palavra pessoas passou a ser utilizada nas intervenções de elementos do Governo, nomeadamente o primeiro-ministro e do seu propagandista oficial Leitão Amaro quando se referem a algo que fizeram ou dizem ter feito têm usado e a abusado da palavra “pessoas”.


Esta palavra que parece parafrasear a célebre frase de Bill Clinton: “É a economia, estúpido” a qual podemos substituir por são as “pessoas estúpido”.


Luís Montenegro parece estar a redimir-se e a fazer uma contrição do que disse em fevereiro de 2014, quando era líder parlamentar do PSD no governo de Passos Coelho que “A vida das pessoas não está melhor, mas a do País está muito melhor”.


Talvez por isso, Montenegro, agora nas suas intervenções, sempre que é oportuno refere a palavra “pessoas”. Vejamos alguns casos:


Discurso de encerramento do 42.º Congresso do PSD, o líder do PSD a prometia que o "foco no essencial foco dos problemas que afetam as pessoas…”. “Foco na condição de vida das pessoas e foco especial no apoio aos mais desprotegidos.”. (outubro de 2024).


Em maio de 2022 à pergunta feita pela LUSA “Se pudesse ser congelado hoje e acordar daqui a 500 anos, qual seria primeira coisa que ia querer saber?”: “Se aqueles que vieram a seguir a mim, os meus filhos e a geração deles, tinha, de facto, vivido com mais condições do que aquelas com que eu vivo. …Acho que o fim último da política é servir as pessoas, …”.


Numa entrevista à SIC a 8 de outubro de 2024 dizia “eu não governo a pensar naquilo que os partidos dizem no parlamento… eu governo a pensar nas pessoas”.


E, mais uma vez a 31 de outubro Luís Montenegro reagiu à aprovação do OE na generalidade afirmando que esta é uma proposta que “serve os interesses das pessoas e do país”, acrescentou neste caso a palavra país.


E, assim, lá se vai indo também com a ajuda do Ministro da Presidência Leitão Amaro, publicitário do Governo, que vai fazendo anúncios e peças de comunicação que, com algum atabalhoamento e falhas de dicção, divulga as iniciativas do Governo.

1 comentário:

  1. Manuel da Rocha04/11/24, 10:42

    O pior é que a comunicação social usava 78000 "especialistas", para comentar tudo sobre os governo, do PS. Agora, temos 79000 "especialistas" a clamar que "o país está em linha para crescer 15,94% nos próximos 4 anos" (Bernardo Ferrão, SIC Notícias, 03 de Novembro de 2024) e meia dúzia de "renegados" que vão tendo direito a 5 minutos, por cada 3 horas de comentaristas.
    No orçamento, até no parlamento, não vi nenhum partido a questionar porque razão o governo prevê gastar 3228 milhões de euros, entre viagens e segurança privada. É que o orçamento para 2024, gastava 184 milhões, nessas 2 rubricas (e pelo que foi dito, nem 11 milhões usou). Só nessa podemos perguntar porque razão os ministros e funcionários, do conselho de ministros, precisam de tanto dinheiro para viagens e para terem seguranças privados. É que os valores, para cada gabinete, já incluem 273 motoristas e 930 membros do corpo de segurança da PSP. Se esses não chegam, há que perguntar o que andam a pagar.
    Para quem se lembra, em 2013, o governo usava 339 milhões, para essas 2 rubricas. Depois viemos a saber, que o gabinete do ministro da defesa, em 3 meses, usou 271 milhões de euros. Viagens no Falcon, carros que fizeram 160000 km, em 90 dias, sem que existisse qualquer explicação para tais acções. É isso que vai regressar?
    E, nestes dias, voltámos a ver, a ministra da administração interna, a meter a boca onde não devia, para o ministério ser obrigado a emitir 3 comunicados e 83 explicações/correcções, que, afinal, a ministra não quis dizer o que todos ouviram dizer. Nada de estranho, quando se olha para que o governo já emitiu 29883072 comunicados, em 6 meses de governação. Olhando para 2023, o número de comunicados foram 2102.

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