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segunda-feira, 21 de julho de 2025

A sério? MAGA! Make America Great Again?

A sério? – MAGA!


Make America Great Again?


Trump-MAGA.png


O slogan Trumpista MAGA-Make America Great Again é uma cópia do que a Grã-Bretanha utilizou quando, em 5 de junho de 1975, realizou um referendo sobre a permanência do país no que era então o Mercado Comum. Bastou-lhe trocar o “B” pelo “A” e está feito.


A pergunta era na altura, em 1975: “Você acha que o Reino Unido deveria permanecer na Comunidade Europeia (Mercado Comum)?” como se pode ver na imagem abaixo.


Curiosamente, slogans semelhantes ressurgem ao longo da história, adaptando-se a diferentes contextos políticos e culturais, mas sempre evocando um sentimento de retorno a um passado idealizado. No caso do Reino Unido em 1975, a campanha refletia tanto incertezas quanto aspirações de renovação nacional - uma dinâmica recorrente em debates sobre identidade e pertença coletiva.


O MAGA de Trump que é uma cópia do passado da Inglaterra (ou ver imagem diretamente) está a falhar a vários níveis porque segundo analistas muitas das políticas de Donald Trump enraizadas numa retórica nostálgica que têm lutado, até agora, sem conseguirem concretizar as amplas melhorias por ele prometidas. Os críticos apontam para divisões sociais persistentes, resultados económicos mistos e desafios no cenário mundial como evidência de que o retorno previsto a um passado idealizado permanece indefinido. Em vez disso, estas políticas destacaram frequentemente as complexidades de governar num mundo em rápida mutação, onde simples slogans raramente se traduzem em soluções eficazes.


Segundo uma sondagem da NORC em 17 de julho,  apenas cerca de um quarto dos adultos dos EUA dizem que as políticas do presidente Donald Trump os ajudaram desde que assumiu o cargo, com notas abaixo do esperado em questões-chave, incluindo economia, imigração, gastos do governo e saúde.


O presidente republicano não consegue obter a aprovação da maioria em nenhuma das questões incluídas na pesquisa da NORC. Sobre o seu extenso projeto de lei orçamentária, poucos acreditam que ele entende os problemas enfrentados por pessoas como ele.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

O País e as pessoas pelo primeiro ministro

Montenegro pessoas e país.png


Segundo uma sondagem da Universidade Católica a Aliança Democrática venceria se as eleições fossem hoje, mas a distância para o Partido Socialista não é muita, terá recebido alguns da Iniciativa Liberal que desceu um pouco e uns poucos do PS.


É o que se esperava. Depois de distribuir euros por tudo quanto movimentava e não movimentava, a euforia AD poderá sido desencadeada. É o bater de palmas de alguns, só de alguns, aqueles que o Governo pretende cativar para mais uns votinhos. Alguns pensionistas e reformados aplaudem os euros extra que já receberam, para eles é o milagre dos pães.


Há muitos outros que gratos ficaram pelas benesses concedidas a que mesmo aquelas a que tinham direito. Tudo propaganda no seu melhor. Daí o prémio de uns pontos dados nas intenções de voto. O anterior Governo PS não se pode escusar do que não fez e poderia ter feito em altura própria, oportunidades não lhe faltaram.


A palavra pessoas passou a ser utilizada nas intervenções de elementos do Governo, nomeadamente o primeiro-ministro e do seu propagandista oficial Leitão Amaro quando se referem a algo que fizeram ou dizem ter feito têm usado e a abusado da palavra “pessoas”.


Esta palavra que parece parafrasear a célebre frase de Bill Clinton: “É a economia, estúpido” a qual podemos substituir por são as “pessoas estúpido”.


Luís Montenegro parece estar a redimir-se e a fazer uma contrição do que disse em fevereiro de 2014, quando era líder parlamentar do PSD no governo de Passos Coelho que “A vida das pessoas não está melhor, mas a do País está muito melhor”.


Talvez por isso, Montenegro, agora nas suas intervenções, sempre que é oportuno refere a palavra “pessoas”. Vejamos alguns casos:


Discurso de encerramento do 42.º Congresso do PSD, o líder do PSD a prometia que o "foco no essencial foco dos problemas que afetam as pessoas…”. “Foco na condição de vida das pessoas e foco especial no apoio aos mais desprotegidos.”. (outubro de 2024).


Em maio de 2022 à pergunta feita pela LUSA “Se pudesse ser congelado hoje e acordar daqui a 500 anos, qual seria primeira coisa que ia querer saber?”: “Se aqueles que vieram a seguir a mim, os meus filhos e a geração deles, tinha, de facto, vivido com mais condições do que aquelas com que eu vivo. …Acho que o fim último da política é servir as pessoas, …”.


Numa entrevista à SIC a 8 de outubro de 2024 dizia “eu não governo a pensar naquilo que os partidos dizem no parlamento… eu governo a pensar nas pessoas”.


E, mais uma vez a 31 de outubro Luís Montenegro reagiu à aprovação do OE na generalidade afirmando que esta é uma proposta que “serve os interesses das pessoas e do país”, acrescentou neste caso a palavra país.


E, assim, lá se vai indo também com a ajuda do Ministro da Presidência Leitão Amaro, publicitário do Governo, que vai fazendo anúncios e peças de comunicação que, com algum atabalhoamento e falhas de dicção, divulga as iniciativas do Governo.

domingo, 19 de março de 2023

Presidente e comentador

Marcelo comentador.png


Hoje lembrei-me do filme “Oficial e Cavalheiro”, drama romântico de 1982 que teve grande sucesso que chamou a atenção sobre Richard Gere e que se não me engano foi vencedor do Óscar para melhor ator secundário Louis Gossett Jr.,Óscar para a melhor canção: "Up Where We Belong" e, ainda indicado nas categorias de melhor atriz (Debra Winger), melhor edição, melhor roteiro original e banda sonora (Jack Nitzche).


Lembrei-me deste filme quando escolhia um título adequado, talvez satírico, para o artigo do “post” que publico e que nada tem a ver com o filme.


O título escolhido, “Presidente e comentador”, parece querer antecipar sobre o quê e sobre quem escrevo. Exatamente, o nosso Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Votei a primeira vez nele para o primeiro mandato, voltei a votar nele para o segundo mandato e, provavelmente, voltaria a votar nele, à falta de melhor, se pudesse candidatar-se a um terceiro mandato. Exclamarão alguns neste exato momento, “poça”, já chega, estamos fartos! OK, cada um sabe de si. Mas eu também não lhes disse que que votaria, disse que talvez votasse, isto porque não saberemos o que virá por aí nessa altura.


Quando vemos notícias na televisão ou as lemos na imprensa oscilamos entre uma visão de conjunto que temos e o momento fugitivo de ideias gerais  e acontecimentos específicos que passam nos ecrãs, sobre atores da política que nos são mostrados conforme a agenda mediática, os interesses e os alinhamentos feitos para os jornais televisivos.


Por vezes identificamo-nos com os pensamentos desses personagens e concentramos nelas a nossa atenção e tentamos ver a paisagem política circundante através dos seus comentários, de tal modo que já nem nos apercebemos do que estamos a ver e a ouvir. É como estarmos a conduzir um automóvel quando acionamos automaticamente e inconscientemente os comandos. São os espectadores e os leitores a que me atrevo a chamar ingénuos para descrever os tipos que não estão minimamente preocupados com os aspetos exatos do conteúdo e ligam mais à artificialidade, aos aspetos artificiais das mensagens. A estes ingénuos podemos opor os reflexivos os interessados no conteúdo exato e à descodificação da eventual polissemia das mensagens e para a descoberta da artificialidade, prestando atenção aos métodos utilizados pelo mensageiro da notícia, cortando, amplificando, distorcendo a mensagem do emissor.


Mas vamos recuar no tempo, não muito, para vermos o professor Marcelo Rebelo de Sousa que também tinha sido jornalista e que, sem largar a Comunicação Social, aparece como comentador político primeiro na rádio, na TSF, e depois na televisão, na TVI de 2000 a 2004, na RTP de 2005 a 2010 e de 2010 até 2015 novamente na TVI e, paralelamente, a estes percursos, Marcelo teve uma longa carreira no ensino universitário. O seu percurso enquanto comentador tornou-o numa presença habitual e afável de grande maioria dos lares portugueses e até em certas alturas parecia mais um oráculo noticioso.


O abandono do comentário político foi apenas formal porque o Presidente continua a comentar a vida política nacional de todos os ângulos. Passou de comentário semanal para comentador diário, quase horário e em qualquer lugar, sem limites. É uma presença que mostra obsessão pelos media e que chega ao limiar do exagero. Talvez por isso os jornalistas, ávidos das suas palavras, solicitam-no a comentar, sejam os temas mais importantes, sejam os mais triviais. O fulano disse, o partido fez, o que tem a dizer sobre isso – perguntam-lhe – e, solicito, o Presidente lá vai comentando, intrometendo-se dizendo o que acha sobre assuntos que deveria ser da competência do Governo. São intervenções por vezes perturbadoras da governação que os media aproveitam para fazer aberturas nos jornais televisivos.


São José Almeida escreveu hoje no jornal Público que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa reformulou “a forma como projeta para o país a sua atitude perante o Governo, não no sentido de ser propriamente mais crítico, mas, sim, no sentido de se tornar ainda mais presente, mais incisivo” e que isso o faria “reganhar espaço no centro do palco político institucional”.


O poder de influência reclamado por outros Presidentes da República, como Cavaco Silva fazia por utilizar, pode diminuir quando há maiorias absolutas dando segurança ao primeiro-ministro. Por isso vemos o Presidente Marcelo fazer por não perder o seu poder de influência que pretende mostrar via comunicação social. Ora provoca o Governo, ora diz que está a justificar opções. E agora passou também a ser uma espécie de inspetor da execução dos projetos PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).


A existência de uma maioria absoluta, assim como dá segurança ao primeiro-ministro, diminui o poder de influência do Presidente da República sobre o Governo. Desde que deixou de ser comentador de televisão, devido à candidatura para Presidente e ter ganhos duas eleições presidenciais nunca mais deixou de estar no ar e faz por isso.


Num comentário em 12 de março passado o Presidente da República deu uma entrevista à RTP, onde teceu algumas das mais duras críticas ao Governo, desde que foi eleito. A comentadora da CNN Portugal Alexandra Leitão analisou as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, que "não escondeu o seu gosto pelo comentário político".


O Presidente Marcelo parece estar num país que alterna entre sistemas de governo. Para um observador inexperiente umas vezes ele parece ser um presidencialista, outras, semipresidencialista, outras ainda, um parlamentarista. Talvez tenha razão quem em tempo disse que Marcelo Rebelo de Sousa é um cata-vento. Foi Passos Coelho, num Congresso do PSD (XXXV) em 2014, que traçou o perfil do Presidente da República como candidato onde afirmou que para o cargo não deveria ser um “protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas”. Passos Coelho terá idealizado um candidato como tinha sido Cavaco Silva, uma espécie de adepto do solipsismo que, como ironia, podemos considerar como uma pessoa que apenas reconhece a sua existência como sujeito pensante, sendo os outros apenas simples representações mentais sem existência própria.


Cavaco Silva foi um presidente que se refugiava no Palácio que é presidencial e onde, qual “monarca”, se distanciava da nação, autoanalisando o seu “eu” de político de Presidente. Raramente se expunha publicamente, exceto quando aparecia para fazer comunicações que ele achava serem relevantes. Tal e qual um monarca com tendências absolutistas, talvez até uns laivos salazaristas.


Apenas tenho presente a sua saída com mais impacto mediático, tirando os discursos de pouca isenção ideológica, foi a sua saída para ir ver as “cagarras”, pássaro dos Açores. Afirmou ele na altura, julho de 2013: “As cagarras resolveram ter muito respeito e consideração pelo Presidente da República de Portugal por ter sido o primeiro a dormir aqui. Contrariamente ao que me tinham avisado, não me incomodaram”, revelou ele, acrescentando que “foi uma noite tranquila, em que não chegou nenhuma notícia desagradável de Lisboa”.


O seu último discurso de 18 de março nos “30 Anos PER: génese e impacto nos territórios” autocentrava-se, e, como se esperava, colocou as políticas focadas nele mesmo, como sempre fez. Dos seus discursos não podemos esperar outra coisa. Como se verificou neste último aparecimento pareceu um ente imaginário que veio das catacumbas, mais uma vez, parar perorar contra o que ainda lhe está marcado na alma, o PS, (sobretudo António Costa), que o “obrigou” a “destronar” o seu partido minoritário saído, na altura, das eleições.


Antes Rebelo de Sousa!! Ao estar também, embora numa outra perspetiva, focado em si mesmo, preocupado com a sua popularidade mediática e com a produção de selfies. Numa sondagem em finais de fevereiro de 2023 do Cesop/Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, apesar de ter recebido nota positiva, igual ou superior a 10 dos 79% dos inquiridos. Mas a avaliação média estava já em queda acentuada desde o início do segundo mandato, e situava-se numa nota de 12,2, o que representa uma queda de 0,7 pontos desde julho do ano passado.


Mas, contudo, lá vai andando como Presidente e comentador. Estaremos atentos para ver o respeito que irá ter pela maioria absoluta sem se deixar influenciar pelos órgãos de comunicacional, pelas greves políticas e manifestações, convocadas pela da extrema-esquerda ansiosa por recuperar os votos perdidos, das quais se aproveita a extrema-direita.

sábado, 25 de abril de 2020

Primeiras eleições após a Revolução do 25 de Abril de 1974: um documento histórico

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A 25 de Abril de 1975 cerca de seis milhões de portugueses souberam pela primeira vez na sua existência o agrado de saber o que era o exercício democrático fundamental de ter o direito ao voto.


Hoje no dia da comemoração da Revolução do 25 de Abril de 1974 resolvi ir vasculhar os meus arquivos relacionados com esta data histórica e encontrei um recorte do artigo publicado da Revista Expresso com o título “A sondagem secreta”, cuja data por lapso não anotei.


Achei interessante saber-se, muito antes de haver marketing direcionado para a política houve no final de 1974, como é que se manifestava então a vontade popular através de uma sondagem de opinião efetuada por uma instituição ligada ao grupo CUF, o CEAD, que, entretanto, desapareceu, perdendo-se o estudo com a desvario das nacionalizações.


A sondagem era inédita porque, pela primeira vez, incidia sobre as preferências partidárias dos portugueses e de quais era os preferidos para Presidente da República.


Esta sondagem procurava entrever a incógnita que eram as eleições por sufrágio universal direto e secreto para a Assembleia Constituinte. As eleições livres era um dos sérios compromissos do MFA – Movimento das Forças Armadas que tinha derrubado o regime de ditadura que vigorou em Portugal durante 41 anos.   


No seu início e em finais de 1974 a revolução seguia caminhos incertos e sempre para a esquerda. Em dezembro de 1974 o poder político assentava cada vez mais nos militares onde despontavam claras divergências e o Governo Provisório que perdeu, entretanto, poderes era apoiado por quatro partidos PS, PPD (atual PSD), PCP e MDP dos quais se desconhecia a respetiva expressão eleitoral.


A sondagem apontava para uma nítida vitória dos partidos moderados, o PS e o PPD ficando-se o PCP e o MDP seu aliado com posições minoritárias e atribuía á direita, extrema-direita e á extrema-esquerda valores insignificantes. Outra conclusão antecipada foi quanto à abstenção que era quase residual.


O questionário continha 33 perguntas sobre problemas nacionais urgentes e foram questionadas pessoal e diretamente cerca de setenta e sete mil pessoas selecionadas aleatoriamente residentes no continente em trabalho de campo que ocorreu em dezembro de 1974.


Aqui vão algumas das principais conclusões do inquérito de opinião:


 

 



Partidos



PS



PPD


atual PSD



PCP



MFA


Não era partido nem concorreu



MDP



ANP partido único da ditadura



CDS



% de intenções de voto



35,1%



27,0%



10,8%



5,4%



2,7%



2,7%



Sem significado estatístico



 


Acima da média encontravam-se partidos como o PS nos distritos da Guarda, Setúbal, Lisboa, Beja. O PPD sobressaía em Viseu, vila Real Braga e Porto. O PCP destacava-se em distritos como Beja, Setúbal e Évora. O CDS em Castelo Branco.


Menos de um quarto da população, 23%, participara em comícios ou sessões de esclarecimento.


 



Sem eleições a população não sabia que rumo seguir


 



SIM



NÃO



Indecisos



Se não se realizassem eleições o povo sentia-se enganado



49%



13%



-



Tencionavam ir votar



83%



5%



12%



 



 



Maior liberdade



Mudança de governo



Fim da guerra no Ultramar



Na sua opinião qual foi a mudança mais importante depois do 25 de Abril?



21%



10%



9%



 



Acha bem ou mal



Bem



Mal



Aumento dos salários



88%



3%



Libertação de presos políticos



85%



2%



Prisão dos agentes da PIDE



80%



3%



Dar independência aos povos de África



78%



4%



Os sindicatos ganharem força



64%



3%



Abertura de relações com os países comunistas (na altura)



62%



9%



 



 



 



Haver possibilidade de divórcio



57%



27%



Portugal pode tornar-se um país comunista



46%



21%



Problemas entre trabalhadores e patrões podem ser resolvidos sem greves



72%



2%



 



 



Mais



Menos



Empresas do Estado são mais eficientes



33%



14%



Acredito mais na iniciativa privada do que no Governo



10%



37%



 



O Governo fez bem em dar independência aos territórios ultramarinos



Bem



Mal



81%



4%



 



 



Europa



EUA



Rússia



Junto de que países Portugal podia obter maior auxílio?



25%



20%



13%



 



 



Sim



Não



Portugal devia manter-se no Ultramar se fosse possível acabar com a guerra



51%



23%



 



A quem deviam pertencer as terras



Aos seus proprietários



45%



Aos que nelas trabalham


(Maioria verificou-se nos distritos de Beja e Setúbal)



30%



Cooperativas agrícolas



7%



Ao Estado



5%



 


Resultados reais das eleições



Que partido gostaria que ganhasse



 



Em quem vai votar



Resultado real das eleições (1)



PS



44,2%



35,1%



37,9%



PPD (PSD)



32,7%



27%



26,4%



PCP



11,5%



10,8%



12,5%



MFA



5,6%



5,4%



Não era partido



MDP/CDE



1,9%



2,7%



4,1%



CDS



1,9%



-



7,6%



UN/ANP



-



2,7%



Partido entretanto extinto



FSP



Partidos formados após a sondagem



Partidos formados após a sondagem



1,2%



UDP



0,8%



MES



-



-



1%



PPM



-



-



0,6%



Nenhum



1,9%



13,5



Outros partidos



 


25 de abril-2020-2.png.jpg


Num país que na altura não tinha experiência de inquéritos com finalidades políticas houve uma percentagem muito elevada de pessoas que não emitiram opinião sobre vários assuntos, devido à falta de hábitos democráticos e segundo os autores afirmaram especialmente no Alentejo os entrevistadores tiveram de ir acompanhados pela GNR.


Foi significativo o facto de metade da população desconhecer quem fizera o 25 de Abril.


Como tudo mudou até aqui!!!


Vivemos em democracia e queremos continuar a viver, apesar de haver ainda por aí uns “jarrões” empedernidos que estão a fazer tudo para acabar com ela. Querem a democracia deles, isto é, nenhuma!….

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Mediatismo tagarela à presidência

Mediatismo_3.png


 


 


Recordem-se que o segredo para vender é "sinceridade". Assim que a conseguirem imitar venceram!


 


É só seguir as instruções



 


Mediatismo.png 



Mediatismo.png


 



Marcelo Rebelo de Sousa é um candidato produzido nos mediam e por eles apoiado. Não fosse a sua visibilidade televisiva e estaria ao mesmo nível de todos os outros. Marcelo pode ser um estudo de caso da influência dos mediam nas opções de voto. Marcelo é um "show men" da política. Marcelo responde ao que os portugueses mais apreciam na política a capacidade de serem conduzidos por alguém que os consiga iludir com traços de credibilidade, seja ele quem for.


Marcelo tem tudo aquilo que a maioria dos portugueses gosta num político, conversa fiada, mediatismo, popularucho e vendedor de falsa política e que lhes transmitam empatia, ou seja, com quem se identifiquem emocionalmente. Os portugueses têm necessidade de alguém que percebam e que os conduza a um rumo, não interessa qual, desde que de acordo com o seu conservadorismo atávico. Dito de outra forma, precisam de alguém que exprima o reaparecimento de caracteres que pertenciam a gerações antepassadas e que tinham já deixado de se manifestar.


Marcelo Rebelo de Sousa, quer se queira ou não, é um político que não se distanciará do seu perfil ideológico na política. Aparentemente poderá mostrar-se como sendo um candidato de todos os quadrantes, com "savoir faire", com capacidade comunicacional e que diz não fazer o mesmo que fez Cavaco Silva. É tudo uma questão de forma.  


A tagarelice de Rebelo de Sousa tem sido mais do que óbvia viu-se na entrevista que deu na televisão. Foi a entrevista dum comentador da política que comenta a sua candidatura política. As televisões apoiam a sua candidatura sem qualquer espécie de preconceito no sentido da relevância que lhe atribuem em detrimento de outras candidaturas.


Segundo as últimas sondagens (15 de dezembro), Rebelo de Sousa, ao estar à frente nas sondagens mostra que o comentador político entra em todos os eleitorados e é o candidato mais nomeado entre os eleitores do PS, BE e CDU, o que parece irrealista, demonstra que os portugueses preferem à frente da Presidência da República uma figura mediática que venda comentários políticos.


Há figuras que são criadas, produzidas e gratuitamente vendidas pelos media, Marcelo Rebelo de Sousa é uma delas. Não fosse o mediatismo que a TVI lhe proporcionou e não estaria agora à frente das sondagens.  


Já disse em tempo, neste blog, que, se Cristina Ferreira da TVI se candidatasse à Presidência da República teria probabilidade de ganhar. Os portugueses são assim…


Não é por acaso que a direita decidiu apoiar a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, eles sabem que irá estar ao seu lado como Cavaco Silva sempre fez mas com estilo diferente.


A direita tendo perdido o poder que pensava garantido para sempre segura agora Marcelo como uma hipótese de, a prazo, voltar novamente ao poder. Aliás, o discurso da direita tem vindo a mudar, inclina-se mais para o centro e já utiliza ideias perfilhadas pela esquerda, quer agora mostrar que é um partido social democrata que perdeu e que se voltar ao podder voltará à senda do neoliberalismo.


À primeira oportunidade o candidato Marcelo, se for eleito, tenderá a conduzir os processos da política ao seu modo, isto é, para o lado da direita. O candidato Marcelo pisca o olho a todos os quadrantes partidários, da direita à esquerda radical. Tudo lhe dá jeito, depois se verá…


Na passada sexta feira Passos Coelho no Conselho Nacional do PSD destacou o mandato "apartidário" de Cavaco Silva (hilariante!) e afirmou querer que Marcelo Rebelo de Sousa seja um Presidente como Cavaco Silva e apelou a que os eleitores e militantes votem em Marcelo tendo o PSD aprovou apoio a Marcelo por unanimidade e aclamação. Está tudo dito! A perda de poder pelo PSD, que lhe soube a pouco, leva-o a recorrer a todos os meios que lhe possam garantir a volta à cadeira dos privilégios governativos. A direita quer agora, através de Marcelo, ganhar nas presidenciais como forma de revalidar e justificar o ganho que obteve nas eleições legislativas mas perdeu na Assembleia da República.


Para quem tenha sido fã do Presidente da República Cavaco Silva terá em Marcelo Rebelo de Sousa o seu presidente. Mas Marcelo já disse que não será como Cavaco Silva, e não será. Ninguém é igual a outro, o estilo pode mudar mas as opções e as decisões, essas é que importam.


Por sua vez, Paulo Portas também apoia Marcelo. "Não precisamos de um Presidente também socialista" disse ele. Pois claro, precisam de um que seja de direita e bem!