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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Políticos e mérito mistura exemplar




Paulo Portas, na última vez que foi sincero perante o país, explicou o que é a política em Portugal:


 


"…os políticos não precisam de mérito, até são muito medíocres, mas não sabem fazer mais nada    na vida, precisam da politica para subir na vida…"



  


Eis agora o exemplo da mediocridade que sobe na vida de acordo com as afirmações de Paulo Portas:


 


O deputado do CDS-PP Michael Seufert, da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, entre outras "foi considerado um dos 10 portugueses da área política mais influentes no Twitter em 2012..."


E isto é mais importante do que qualquer currículo profissional, formação académica ou qualquer ideologia. Está portanto de acordo com o perfil de político desenhado em tempos Paulo Portas. Na política procuram-se pessoas medíocres mas populares, pessoas desonestas, mas populares. É isso que traz votos.


 


O deputado do CDS Michael Seufert, estudante, defende que os contratos para jovens que procuram o primeiro emprego deviam ser "mais flexíveis" e "isentos de contribuições para a Segurança Social". Para este deputado, as empresas conseguiriam assim cortar 30% nos custos com o trabalhador, se os jovens ficarem fora da Segurança Social.


Com 29 anos, deputado à Assembleia da República Portuguesa!... É gente desta que nos representa e a quem pagamos elevados vencimentos na Assembleia da República!!!... E é também este senhor, com o 12º ano, que tem o descaramento de pau de defender exames para professores contratados!


São sujeitos como este que agora lançam verborreias   


 


Veja-se as habilitações e o currículo deste deputado com o 12º ano e fique-se estupefacto!


 


Nome Completo: Michael Lothar Mendes Seufert


 


Data de Nascimento: 1983-04-15


 


Habilitações Literárias: Ensino Secundário.


 


Frequência de Licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores - Ramo Telecomunicações - Redes de Dados.


Frequência de Mestrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores - Ramo Telecomunicações - Redes de Dados (agora alguns mestrados são integrados, fazem parte da licenciatura, e podem ser frequentados)


Profissão: Estudante


 


Comissões Parlamentares a que pertence:


Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública [Suplente]


Comissão de Educação, Ciência e Cultura [Coordenador GP]


Grupo de Trabalho - Parlamento dos Jovens


Grupo de Trabalho - Regime Jurídico da Partilha de Dados Informáticos


 


 


CURRÍCULO PROFISSIONAL:


 


Guia Turístico (Sandeman & Cia, Sogrape Vinhos SA),


 


1999-2009 Deputado à Assembleia de Freguesia de Campanhã (Porto),


 


2005-2009 Deputado à Assembleia de Freguesia de Nevogilde (Porto),


 


2009-2013 Presidente da Juventude Popular, 2009-2011.


 


Currículo no parlamento e - na Wikipédia..


 


Parlamento o maravilhoso mundo da autoformação em política para amigos.


 


Um Relvas, que nem se preocupou em disfarçar, agora mais este!... Aos 47 anos este personagem aparecerá licenciado e doutorado por equivalência. Mas as coisas serão feitas com mais cuidado, pois eles ao longo dos anos, aprimoram os seus esquemas.


Lá está, aprendem depressa, e assim enganam e mentem mais e melhor. É essa a sua vocação e formação.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Os ruidosos



O que devemos reter sobre o que se passou a semana anterior em torno caso das pensões é que jamais se deve dar crédito aos elementos deste governo de Passo Coelho e a ele próprio, porque, para esta gente, o que é hoje já não é amanhã. É bom que todos nos lembremos disto quando formos votar, mesmo nas eleições europeias, porque seremos um reflexo na Europa do que formos em Portugal.


 


Estes senhores do faz de conta que governam, experientes em disparates, trapalhadas e enganos, quando os cometem refugiam-se e apressam-se a dizer que houve falha de comunicação e que, o que estava subjacente não era bem isto, mas aquilo… Outras vezes queixam-se do ruído da comunicação que eles próprios criam, propositadamente ou por incompetência. Mesmo tendo colocado Poiares Maduro como responsável pela dita comunicação do governo pouco ou nada melhorou, em alguns casos até piorou tal como se viu na semana anterior.


As declarações do secretário de estado da Administração Pública num "briefing" foram a base para o ruído causado, não digo pela comunicação o social já que ela foi mais ou menos coerente no relato das declarações, mas refiro-me à trapalhada e à atrapalhação de elementos do Governo onde claro está, não poderia deixar de estar incluído o primeiro-ministro Passo Coelho.


Aquela semana foi dominada por declarações contraditórias sobre os cortes de pensões e sobre a sua transformação ou não em definitivos. Os cortes de pensões e de salários são a matéria preferida do Governo, aliás única, sobre a qual conseguiu governar, mal, até hoje.


Quanto ao vice-primeiro ministro, como anda no joguinho do toca e foge, lança umas tantas bocas costumeiras, depois recua para não dar muito nas vistas.


Nesta polémica do diz, que diz, mas não disse o que disse, etc., estiveram no centro da polémica, para além do referido secretário de estado, Passos Coelho falando em prudência, Paulo Portas com o desmentido ao secretário de estado afirmando que foi um "erro" que não devia ter acontecido", Marques Guedes, dizendo que foi um "alarmismo injustificado" e Luís Albuquerque a dizer que nada estava decidido. A confusão e a trapalhada estavam lançadas.


Até Marque Mendes, um dos comentadores pró-governo da televisão, afirmou sobre os cortes nas pensões: "uma trapalhada monumental". “Mais do que um problema de comunicação, esta é uma trapalhada monumental, a grande trapalhada da semana”. 


O que devemos reter sobre o que se passou a semana anterior em torno caso das pensões é que jamais se deve dar crédito aos elementos deste governo de Passo Coelho e a ele próprio, porque, para esta gente, o que é hoje já não é amanhã. É bom que todos nos lembremos disto quando formos votar, mesmo nas eleições europeias, porque seremos um reflexo na Europa do que formos em Portugal.