A TVI24 lançou para o ar no dia 6 do corrente no noticiário das 14 horas uma peça com laivos de falso humor com um cheiro a denegrir partidos, Governo e Presidência da República. Numa altura em que todos devemos estar unidos, apesar de não unanimistas, e confiar nas instituições nacionais a peça da autoria de um tal Victor Moura Pinto tenta denegrir a imagem de tudo o que são instituições democráticas.
A peça cujo autor deve achar-se muito engraçadinho, mas que eu considero ser um falso humorista, achincalha, neste momento de aflição, aqueles em quem, pelo menos por agora, devemos confiar, mesmo que com algumas falhas ou enganos, para que possamos lutar juntos contra esta peste do século XXI que nos destrói e à economia. Duvido que o momento escolhido para a ida para o ar fosse o mais conveniente.
Não devemos ficar sorumbáticos, mas um pouco de contenção às motivações políticas e talvez até ideológicas do seu autor não pecaria por excesso. A peça tem, para além de comentários pouco convenientes para o momento, um fundo musical e a letra de um grupo qualquer que assenta sobre mentira e que, no contexto da peça, insinua e impulsiona ao descrédito pelas pessoas e pelas instituições.
A peça não só pela sua extensão, mas também pela seleção de muitas das imagens que foram rebuscadas de reportagens sobre outros temas não são representativas do atual momento e que, do meu ponto de vista, é detestável para não utilizar um vocábulo mais forte.
O Sr. Victor Moura Pinto até pode ser um grande jornalista e um grande professor, mas na tentativa de fazer humor com a descredibilização das instituições, não me parece nada pedagógico para o momento que se atravessa.
E, para terminar, não é nas televisões que estes engraçadinhos, proliferam também pelas redes sociais os mentirosos de gema, produtores de notícias, mas também os engraçadinhos virulentos.
A televisão deveria ser uma referência de estabilidade, diante da violência da insegurança e da complexidade do cotidiano. Os telejornais deveriam funcionar como uma janela para a realidade, mostrando que o mundo circundante existe, está lá e que o mundo não se transformou num caos e a vida segue a sua normalidade. Infelizmente não é isso o que acontece, quanto mais caos e o passar do que é normal a uma anormalidade tanto melhor, porque também quanto mais audiências tanto melhor. Temos, por isso que nos capacitar da necessidade de uma leitura distanciada, mas atenta, do que as televisões e, já agora também, as redes sociais, nos dão para consumo para evitarmos ser manipulados.
Sobre o que afirmamos conhecer como sendo um facto objetivo e como uma verdade empírica, também estão envolvidos os nossos preconceitos culturais, interesses económicos, pontos de vista políticos e, ainda, as nossas crenças e perceções que também podem ser uma projeção induzida pelos meios de comunicação social, nomeadamente os canais de televisão.
Há duas realidades sociais: a objetiva que existe independentemente de cada um de nós e a realidade subjetiva contruída numa perspetiva que depende de cada um de nós que não é mais do que uma combinação de múltiplas subjetividades. A realidade é influenciada pelos meios de comunicação (imprensa, rádio, televisão, redes sociais) que leva as mesmas mensagens a múltiplos recetores cujo poder é manifesto porque uma ideia transmitida através deles pode modificar a realidade social, isto é, alterar a forma como a comunidade entende aquilo que acontece dentro da sua própria sociedade. Realidade social é então o conjunto das interações que os seres humanos estabelecem entre si e entre aquilo que os rodeia num dado espaço e tempo.
Os meios de comunicação social, especialmente as televisões, são os que mais contribuem para informar acerca da
política e do governo e fazem-no de tal modo que mais parece estarmos em permanente campanha eleitoral. Aliás, os partidos da oposição e os que apoiam o Governo são também responsáveis por essa campanha que os órgãos de comunicação social aproveitam ao escolherem preferencialmente os que melhor representam os conflitos e as posições extremadas, incluindo os políticos e os comentadores selecionados para os debates com o objetivo competir pelas audiências.
A seleção de imagens que passam na hora nobre dos noticiários televisivos sobre o que se passou no dia, ou em tal data, são as que apresentam políticos em verbais “batalhas encarniçadas” nos debates na Assembleia da República porque acham ser mais atrativo em termos informativo e não em qualidade, mas que, de facto, serve apenas para prender os espectadores ao ecrã porque conhecem as suas preferências. Para eles o mau da política e as rivalidades partidárias têm mais interesse do que os acordos e negociações que se fazem entre eles. Podemos traduzir isto numa representação matemática de função y=f(x), ou seja, prisão aos ecrã e audiências (y) é função de confrontos, aspetos mesquinhos, pessoais e extremar de posições (x).
Os canais de televisão não oferecem um alinhamento informativo rico no que se refere ao conteúdo político para o país que esteja em causa em debates importantes. Preferem satisfazer o jogo daqueles que se esforçam unicamente em chamar a atenção. A televisão não pretende dar uma imagem mais equilibrada e formativa da política porque isso não lhe dá audiência nem share, isto é, saber se o seu canal tem vantagem sobre outro.
Veja-se o exemplo da grelha da TVI ao domingo no final do noticiário. A TVI contratou Ricardo Araújo Pereira para um novo formato a que chamaram “Gente que não sabe estar”, logo após o Jornal da 8 daquela estação. Pretende ser um programa de humor que, apesar de ter alguma graça, assenta na descredibilização da política e dos políticos, nomeadamente na desacreditação do Governo e do primeiro-ministro, pelo menos assim aconteceu na última apresentação em que mais de 50% do tempo foi dedicado a essa missão. Recordo que em 2015 a TVI no mesmo horário emitiu um programa idêntico e do mesmo autor/apresentador. A pergunta que me faço é se o objetivo do programa da TVI não será fazer uma oposição mascarada de humor ou se é para aproveitar o ano de eleições para captar mais audiências? Assim, é mais um contributo para a formação de uma certa realidade social.
A democracia deve ser um equilíbrio entre acordos e desacordos, entre competição e cooperação dentro do que as circunstâncias e as ideologias de cada partido o permitem. Fazer política é conseguir estabelecer consensos naquilo em que se pode estar em acordo e não transigir naquilo em que se pode estar em desacordo. É talvez devido a este princípio inerente à própria política em democracia que Rui Rio tem sido criticado pela oposição interna do seu partido, nomeadamente por Montenegro cuja estratégia é a oposição pela oposição e a sua pretensão é que não se transija em qualquer tipo de entendimento com o governo de centro esquerda em funções.
Alguns políticos parecem esquecer-se de que os consensos são essenciais em democracia e de que as pessoas, o povo, começa a estar farto dos confrontos e que muitos podem ser presa fácil de partidos irresponsáveis e populistas como esse do tal André Ventura que defende uma coisa publicamente e apresenta um programa que nega o que defende publicamente. “O ex-militante do PSD, apadrinhado por Passos Coelho e abandonado pelo CDS em Loures, pode dar-se ao luxo de defender a castração química para pedófilos, a pena perpétua, a redução do número de deputados e outras diatribes populistas para consumo de incautos…” e, como escreve um artigo de opinião no jornal Público, ao mesmo tempo entregar no Tribunal Constitucional um programa político assente na rejeição do racismo e na defesa da igualdade de oportunidades para todos”. Por favor, não nos gozem!
Os detratores da democracia, aspirantes a ditadorezinhos querem-nos convencer de que a democracia, ao contrário de outros sistemas políticos em que se reprimem os dissidentes, se colocam obstáculos à alternativa governativa, se defende uma nação culturalmente unívoca, se persegue a diferença e se ocultam os erros é um sistema gratificante, eficaz e que dá lugar à prosperidade ao país. Pretendem demonstrar que a democracia é um sistema falhado que foi capturado pelo radicalismo de esquerda. Esses, os do radicalismo direitista, querem que acreditemos no negativismo da democracia que é um sistema onde a liberdade política resulta numa batalha em virtude da qual o espaço público se enche de coisas negativas.
Por sua vez as televisões também se encarregam de mostrar que os espaço da política é o lugar onde apenas uns criticam outros ao mesmo tempo que mostra os escândalos amplificados acima do seu valor; faz com que protestos organizados, legitimados pelo direito ao protesto e à manifestação que fazem parte das liberdades democráticas, como se fossem terríveis contestações sociais.
Como os elogios dos adversários e a honestidade não fazem notícia tudo quanto é bom é esquecido e o mau é relevado. As pessoas e organizações tendem a fazer valer ruidosamente os seus interesses individuais ou grupais, sem cuidarem de saber se há ou possibilidade, ou não, para tal, sendo aumentados pela comunicação social que contribui para uma exagerada e errada construção da realidade social e política.
Uma pessoa menos informada pode ficar com uma impressão demasiado negativa sobre a democracia e a política e cair em erros de perceção gerados pelo antagonismo democrático institucionalizado, assim como pela corrupção que a democracia possibilita por a descoberto. A corrupção é sempre intolerável, mas não é a democracia que a possibilita. Nos regimes claramente não democráticos e noutros a que alguns chamam democracias musculadas e, ainda, nas democracias populares a corrupção existe, mas não é posta a descoberto. Não é posta a descoberto devido às limitações à liberdade de expressão e à perseguição feita aos órgãos de comunicação.
Na nossa democracia o que acontece é que a informação a que o comum dos cidadãos tem acesso tende a chegar-lhe maquiada, ou não, consoante os objetivos e até algo confusa e também amplificada e “preparada” face ao facto em si mesmo para a atrair audiências estimulando a agitação ou preocupação nos espectadores. Não é raro vermos noticiários televisivos, mesmo após casos resolvidos e encerrados, que, passado tempo, são novamente recuperados para serem transmitidos como peça no horário nobre, reavivando memórias que tenham um potencial interesse político negativo. Do meu ponto de vista estas situações atingem o seu primor quando governos no poder não são de formação de direita pelo que há uma preocupação da procura de casos de interesse exploratório que possam ser um complemento para a oposição e, tanto mais, quando se está em ano de eleições.
Pode perguntar-se se a comunicação social não deve informar e alertar para casos de corrupção e de práticas governativas menos corretas ou falhas no regime. A resposta é, obviamente, sim. Contudo os olhares devem ser para todos os lados e não apenas para um só numa espécie de estrabismo político.
Se analisarmos e compararmos meticulosamente vários anos de governo de direita e de esquerda vemos que a direita é menos fustigada pela descoberta e divulgação de casos e factos com as mesmas ou idênticas características, e são mostrados com menos intensidade e persistência nos noticiários e primeiras páginas dos jornais. Que imagens de suspeitos de corrupção, conotados com a direita, aparecem insistente e sistematicamente nas primeiras páginas de jornais e na televisão? Raramente e se tal acontece aparecem timidamente em local na página de modo a ter menos impacto visual.
Os meios de comunicação devem ter uma função de escrutínio, de observadores e críticos da política e da sociedade, todavia tendem a amplificar os desacordos partidários e ideológicos, os escândalos de corrupção, mas sobretudo estes são tratados como narrativas de confronto e desacreditação dos partidos, quer levantando suspeitas, quer sugerindo na opinião pública julgamentos e condenações antecipados, levando à perceção da política como algo de negativo e corrupto, dando às extremas direita a oportunidade para difamar o regime democrático. Recorde-se o caso do neonazi Machado na TVI e o seu panegírico salazarista. É por estas razões, e obviamente por outras, que as pessoas dizem estar fartas de política e detestar os confrontos próprio do debate político com argumentos como o de “eles não se entende”. Este tipo de pensamento nutre-se e desenvolve-se através das informações que lhes chegam. Em democracia há o confronto de ideias e de opiniões, mas também há consensos.
A constatação é de que as notícias são alimentadas pelo que de mau acontece, como sejam acidentes, catástrofes, confrontos partidários acessos, mas irrelevantes para a resolução de problemas, dissidências no governo ou no interior de partidos, muitas delas exageradas, porque são essas que têm audiências. É um facto que o “combate” democrático desenrola-se cada vez mais no espaço mediático que raramente contribui para estimular o que é positivo preferindo exagerar os seus defeitos e dar a perceção do regime como negativo.
Os meios de comunicação, e refiro-me concretamente às televisões, que nos apresentam uma visão distorcida da política e dos partidos que acabam por gerar desespero e, sobretudo, confusão nas pessoas, no momento em que todos temos necessidade de informação para conseguir formar uma ideia do que se passa no país para fazer opções apropriadas.
Mostram o que se passa nos debates da Assembleia da República como de importância relevante, não o que politicamente possa interessar e seja relevante para a tomada de decisões políticas, os pequenos episódios com verbalizações exaltadas, por vezes até menos apropriadas, durante os debates como, por exemplo, aconteceu na exagerada e inoportuna resposta do primeiro-ministro a Assunção Cristas do CDS cuja pergunta que fez foi apenas de mera retórica e provocatória já que nada acrescentava para esclarecer o tema.
O exagero das tensões que se passam no nosso parlamento não são originais, são meros acontecimento pontuais e próprios do debate político em democracia. No Parlamento Britânico, o mais antigo do mundo, que tem mais de 900 anos, nos dias de hoje os debates são menos pacíficos do que podemos imaginar como podem ver no vídeo captado
em abril de 2018.
Como afirmei no início a realidade social subjetiva somos nós todos que a construímos ao mesmo tempo que se é influenciado por uma outra que nos é apresentada pelos canais da comunicação social, não tal como é, mas como querem que nós a assimilemos, daí que a realidade social também seja entendida como fenómenos que existem independentes da nossa vontade através de uma conjunção de fatores sociais entre eles o da comunicação e da informação que nos chega pelos vários media.
Os critérios da relevância das notícias são definidos no ambiente das redações e estão sujeitos às rotinas e aos aspetos valorativos das notícias por elas definidos. O momento em que se se seleciona uma notícia de natureza política em vez de outra é uma decisão que se toma e indica um caminho que de alguma forma terá implicações na sociedade e na opinião pública. O perfil do telejornal que é editado é o que também condiciona a passagem de uma certa notícia ou de uma determinada imagem.
Tem sido frequente as televisões passarem imagens de um determinado facto captadas por telemóvel que se resumem a escasso segundo e, a partir daí, formar uma notícia dando-lhe a relevância, por vezes não justificada antes que sejam averiguados os factos concretos que lhe deram origem. A partir desse momento o julgamento da opinião pública por indução foi logo alcançado. Veja o caso dos acontecimentos no bairro da Jamaica cuja primeira imagem que passaram no noticiário foi uma captação de um vídeo de telemóvel de apenas alguns segundos, repetido várias vezes e que não nos dava a informação suficiente para o esclarecimento e comentário válido do facto concreto. O como, e o porquê da agressão mostrada no vídeo passam para segundo plano e as conjeturas e juízos iniciam-se assim para alguns espectadores sem elementos suficientes para análise.
A televisão, em especial, deveria ser uma referência de estabilidade, diante da violência da insegurança e da complexidade do cotidiano. Os telejornais deveriam funcionar como uma janela para a realidade, mostrando que o mundo circundante existe, está lá e que o mundo não se transformou num caos e a vida segue a sua normalidade. Infelizmente não é isso o que acontece, quanto mais caos e o passar do que é normal a uma anormalidade tanto melhor, porque também quanto mais audiências tanto melhor. Temos, por isso que nos capacitar da necessidade de uma leitura distanciada, mas atenta, do que as televisões e, já agora também, as redes sociais, nos dão para consumo para evitarmos ser manipulados.
Não gosto de escrever utilizando uma linguagem idêntica à da direitalha porque passarei a fazer parte dum grupo de sinal contrário, pelo que desde já a desculpa pelo título. Mais adiante perceberão porquê.
Se nos dermos ao trabalho de pesquisar nos órgãos de comunicação informações sobre indicadores de economia, finanças, juros da dívida, mercados etc. e compararmos a informação noticiada nos períodos de 2012 e 2014 com as do período de 2015 até ao momento deparamo-nos com casos curiosos.
Durante o anterior governo, o da direita PSD/CDS, qualquer informação que houvesse sobre pequenos/ínfimos resultados positivos dos indicadores, alguns até pouco significativos, os portugueses eram bombardeados diariamente com a repetição exaustiva sobre aquela informação. Quando os resultados não eram muito favoráveis a notícia era dada rápida e parcimoniosamente.
O que vemos atualmente é precisamente o contrário. O que o atual governo tem conseguido é noticiado parcimoniosamente e sem grande impacto e tudo o que é desfavorável é noticiado com um relevo às vezes não justificado.
Se alguém acha que a comunicação social não tem animosidade com esta fórmula de governação à esquerda, então desengane-se. A direita toma conta de a crias com a ajuda da comunicação.
Vamos a outro caso. Aqui há algum tempo atrás o Conselho Económico e Social pela voz de Teodora Cardos colocou de certo modo em causa as previsões do Governo para a economia, que ela dizia serem demasiado otimistas. Aliás basta comparar as previsões do CFP, que aparecem sempre no sentido do desfavorável, comparativamente com as restantes instituições internacionais e com as do Ministério da Finanças que se encontram em quadros publicados por aquele organismo. Será a metodologia utilizada pelo CFP para poder dar resultados convenientes? Mas o que interessa é que as previsões dadas quer pelo Governo, quer pelas instituições, são noticiadas pela rama e sem enfase, ao contrário do que se passava no anterior governo.
A partir daqui confluímos obrigatoriamente com as manobras de diversão que a direita pretende seja agenda política na abertura dos noticiários que é tudo o que menos interessa ao comum dos cidadãos, isto é, a chicana política de descredibilização.
Os bons resultados obtidos e a confiança das instituições europeias obtidos pelo Ministro das Finanças e pelo atual Governo revelado pela decisão da Standard & Poor’s (S&P), Portugal sentiu logo nos mercados o efeito positivo de ter tido uma das principais agências de rating mundiais a retirar o nível “lixo” que atribuía à sua notação de crédito assim como a saída de Portugal do lixo da agência de avaliação que foi noticiado pela rama no primeiro dia tentando que passasse pelos pingos da chuva. A queda de juros registada esta segunda feira tem o potencial para gerar poupança anual de 37,5 milhões de euros em emissões de Obrigações do Tesouro (OT) a notícia foi dada sem grande relevo contrariamente ao que se passava no governo da direita. Tudo isto são pedras no sapato da direita e da qual não se consegue desenvencilhar e, por isso, procura o acessório, o desinteressante, o achincalhamento e a comunicação social sempre ávida de furos jornalísticos dá ajudinhas.
Quando foi colocada dívida pública cuja oferta superou a procura e a juros negativos, A TVI e a SIC noticiaram? Não. E a amortização da dívida com o pagamento ao FMI de 1700 milhões de euros? Foi dada timidamente. A TVI apenas deu uma pequena passagem de António Costa em que o divulgava, mas nem me recordo se foi passado nos noticiários em horário nobre ou se foi noutra altura e apenas uns breves 25 segundo, ficando-se por aí. Recordo-me que qualquer mexeriquice propagandística que vinha, e vem da direita, era, e é papagueada várias vezes ao dia.
Isto é falta de isenção, de independência, é informação de fação.
Alguns, como João Miguel Tavares, que escrevem nos jornais opiniões políticas sobre o Governo alinham pelo mesmo diapasão e logo surgem comentários online dos tais direitalhos contra quem não discorda de Miguel Tavares e contrapões com linguagem direitalha:
“Os cães raivosos do costume não conseguem esconder a sua irritação pois sabem que o João Miguel tem razão e tudo não passa dum castelo de areia e esses resistem muito pouco. É tudo uma questão de tempo. A única coisa que me deixa na expectativa é saber quem vão eles (os cães raivosos) culpar a seguir.”. Como já escrevi é esta a linguagem da direitalha. De certo que este termo também será um pouco pejorativo, mas é o nome para quem assim escreve, e este é uma pequeníssima amostra.
Há uma orquestração que tem vindo a ser muito bem dirigida, mas que é duma baixeza e oportunismo partidário a todos os níveis que só direita poderá estar a dirigir com beneplácito dos canais televisivos que, juntamente com comentadores, pouco isentos e partidariamente coniventes, se encarregam de divulgar e amplificar os casos cuja informação prestada ao público por vezes mais parece ser orquestrada à boa maneira da antiga união soviética, já para não dizer da Coreia do Norte. Quem vê televisão tem o sentimento de estar a receber informação imbuída de monolitismo ideológico de direita, com uma ou outra pincelada, aqui e ali, de contraditório que, no meio da pintura, nem nos apercebemos.
Todas os casos sucessivos que têm vindo a lume nos últimos tempos não me parecem coincidências. Surge-me por isso no espírito uma suspeita de orquestração proveniente da direita, (da esquerda não será com certeza), e com a afabilidade dos canais de televisão. O grave é que instituições, como é o caso da PGR, que deveriam ser isentas, estejam a reboque duma agenda partidária que chega às raias do subversivo. Parece que num repente se abriram as caixinhas onde estava tudo no recato á espera de favorecer a oportunidade partidária da direita. Isto parece-me ser subversão das instituições para benefício partidário.
Há dias atrás algumas televisões deram-nos a conhecer uma notícia de grande importância: Passos Coelho está entre os dez governantes mais charmosos do mundo. Fantástico! É um dos bons motivos para se votar na coligação PAF.
Estas notícias, provavelmente pesquisadas por jornalistas apoiantes do quadrante da direita mais radical do PSD onde Passos Coelho se insere, depois lançadas para as redações, fazem parte duma estratégia eleitoral que são um atentado à perceção que os portugueses fazem da política.
Votar em alguém que é charmoso é votar na competência política e governativa. Ser político e ser charmoso, ter voz de barítono e saber cantar é um fator importante para ser eleito primeiro-ministro.
Não foi por acaso que esta notícia foi divulgada. Quem a produziu acha que há por aí tontinhas e tontinhos de portugueses cujo charme é o elemento importante em política para decidir em quem votar, mesmo que esse voto os possa conduzir, mais uma vez, ao engano e ao desengano.
Ser charmoso é, sobretudo para alguns setores do sexo feminino de meia-idade, condição para conceder um voto a alguém para nos governar.
Como dizia numa telenovela o ator brasileiro Duarte Lima “Estou certo ou estou errado?”
Posso estar errado, mas que ainda há tontinhas e tontinhos que vão por aí, lá isso há.
O Sr Primeiro Ministros em Londres em mais um serviço da subserviência de Portugal.
O video do noticiário da SIC do di 18 de Abril mostra bem uma atitude de reverência face ao Ministro Britânico.
Atente-se, cerca de um minuto após o início da notícia e logo após à intervenção do reporter no local, no momento em que ambos contemplam um Quadro na parede, presumivelmente nº 10 da Down Street.
Cameron foi um dos 12 líderes europeus qu subscreveram um documento, dirigida à comissão europeia e aos Conselho Europeu sobre uma maior aposta no crescimento económico e no emprego.
Segundo o Jornal Público de 16 de Abrilde 2012 págia 7, "Passos, assim como Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, não foi convidado a assinar a missiva.".
Passos correu a promover um encontro com Cameron! Será que Merkel e Sakozy fizeram o mesmo? Desconheço!!...
Repare-se como Passos subservientemente e interrompendo Cameron na apreciação do quadro aponta para trás depois é que volta a olhar para o quadro. Provavelmente para lhe chamar a atenção sobre os fógrafos para poder ficar na fotografia! Será que os fotógrafos não poderiam esperar? O que seria prioritário para Passo Coelho, o quadro ou os fotógrafos!
Será isto política externa, propaganda ao governo e ao próprio Passos ou apenas um ato de bajulação?
O Sr Primeiro Ministros em Londres em mais um serviço da subserviência de Portugal.
O video do noticiário da SIC do di 18 de Abril mostra bem uma atitude de reverência face ao Ministro Britânico.
Atente-se, cerca de um minuto após o início da notícia e logo após à intervenção do reporter no local, no momento em que ambos contemplam um Quadro na parede, presumivelmente nº 10 da Down Street.
Cameron foi um dos 12 líderes europeus qu subscreveram um documento, dirigida à comissão europeia e aos Conselho Europeu sobre uma maior aposta no crescimento económico e no emprego.
Segundo o Jornal Público de 16 de Abrilde 2012 págia 7, "Passos, assim como Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, não foi convidado a assinar a missiva.".
Passos correu a promover um encontro com Cameron! Será que Merkel e Sakozy fizeram o mesmo? Desconheço!!...
Repare-se como Passos subservientemente e interrompendo Cameron na apreciação do quadro aponta para trás depois é que volta a olhar para o quadro. Provavelmente para lhe chamar a atenção sobre os fógrafos para poder ficar na fotografia! Será que os fotógrafos não poderiam esperar? O que seria prioritário para Passo Coelho, o quadro ou os fotógrafos!
Será isto política externa, propaganda ao governo e ao próprio Passos ou apenas um ato de bajulação?